quarta-feira, dezembro 10, 2014

Arca

Seria um dia desses, como outro qualquer,
em que os pássaros cantam
antes mesmo de o sol levantar
e já estão no beiral
quando abrimos a janela
e deixamos a luz entrar.
São eles que despertam o sol que nos desperta?

Num dia desses, numa poltrona qualquer,
em que nossos estômagos descansam
depois de tanto almoçar
e já estão prestes
a pedir por mais comida,
pousa uma pomba
branca como luz de altar.
É o sol que ilumina as penas que nos iluminam?

terça-feira, novembro 18, 2014

10 + discos

Nunca me perguntaram, por isso decidi fazer aqui, espaço todo meu, esta lista com os dez mais álbuns da vida. "Da vida", não significa "melhores", e sim os mais marcantes. Sou leigo no assunto. Segue, por ordem de preferência.

1. Breathe, Midnight Oil
2. Earth and Sun and Moon, Midnight Oil
3. There is Nothing Left to Lose, Foo Fighters
4 (empatados). The Bends, Radiohead / Toda Cura Para Todo Mal, Pato Fu
5. Nevermind, Nirvana
6. The Dark Side of the Moon, Pink Floyd
7. Cabeça Dinossauro, Titãs
8. MTV Unplugged, Alice in Chains
9. Nation, Sepultura
10 (empatados). A Tábua de Esmeralda, Jorge Ben / Cordel do Fogo Encantado, Cordel do Fogo Encantado

Vida vadia

Eu não sou meu.
Peguei-me emprestado.
Devolvo-me um dia.
Sem juros.
Fui mal remunerado.

quarta-feira, novembro 12, 2014

Descongestionado

Era pra chorar,
eu ri.
Era pra rir,
não soube.
Era pra ignorar,
perguntei.
Era pra saber,
passei.
Era pra andar,
parei
na mesa do bar
e pedi um chope.

terça-feira, novembro 11, 2014

Quarta-feira

Rabisquei
na minha agenda
um coração
vermelho
de caneta BIC,
daquelas de professor
corrigir prova.
Falava com a atendente
da Vivo
sobre um plano
bem equacionado
para ter
chamada ilimitada
com usted.
A ligação alongou-se.
O rabisco
foi crescendo
minuto
a
minuto
e
por acidente
se sobrepôs
aos compromissos de amanhã.

quinta-feira, novembro 06, 2014

Da rua

No posto de combustíveis.
Um frentista trabalhando e o outro encostado na bomba, só curtindo o movimento.
Chega um carro. O que trabalhava, continuou trabalhando. O outro, seguiu só curtindo o movimento.
Então, o que trabalhava mandou:
-- Ô fulano... Carro agora abastece sozinho? Abastece por whatsapp? Manda um zapzap pra ele. Manda um email. Quem sabe o tanque dele não enche!

sábado, setembro 27, 2014

10 mais jogos da vida

Brincadeira dos dez mais jogos de video game que tá rolando no facebook.
Vale a pena registrar aqui também. Segue a lista, por cronologia e não por ordem de preferência:

1. Sonic 2 e 3 (contam como um, vai)
2. Ayrton Senna's Super Monaco GP II (melhor jogo do Mega de corridas)
3. Joe Montana II Sports Talk Football (x-delay, a jogada mortal)
4. Mortal Kombat 2 (o que me fez gostar de todos os outros jogos de luta)
5. Quack Shot (personagens, história, gráficos, trilha, diversão: nota 10!)
6. ToeJam & Earl (melhor trilha sonora de jogos de todos os tempos!)
7. Descent (missão: pilotar uma nave de resgate em corredores escuros)
8. Need for Speed Underground (bom rom bom bom!)
9. God of War 1, 2 e 3 (game que me fez comprar o PS3, e não Xbox)
10. Clash of Clans (até o momento, melhor jogo pra tablets e celulares)

sexta-feira, setembro 26, 2014

Praça de alimentação

Luz branca
paralisa o tempo.
Letreiros em amarelo
e vermelho.
Mesas parafusadas
ao chão.
Atendentes descontentes.
Estudantes a flanar.
Vó segura neto sorridente
enquanto mãe busca um sorvete.
Observadores e observados.
Espelhos nos pilares.
Negros vestindo preto
fazem faxina.
Mãe volta, pega criança,
bebê começa a chorar.
Senha apita e ilumina
os números em vermelho.
Condicionados
atrás de alimento.
Cuidado, chão escorregadio.
Passa um skatista com os dois
braços enfaixados.
Conversas, conversas, conversas.
Cheiro de produto químico
-- mais intenso que de comida.
Blá blá blá entope os ouvidos.

segunda-feira, setembro 15, 2014

Jugular

Quem vê cara
não vê coração.

Mas, pouco abaixo,
quem vê pescoço
-- enxerga, sim, a pulsação.

quinta-feira, julho 17, 2014

Caracol do tempo

Nas aventuras de David Luiz depois do hexa que não veio,
a manteiga ainda foi
o lado escolhido pelo pão
para cair no chão.
Nas aventuras de David Luiz depois
do hexa que não veio,
o sangue continua vermelho
a escorrer em rios
pelo solo brasileiro.
Nas aventuras de David Luiz
depois
do hexa que não veio,
o peixe-boi, o boto,
o dente do elefante
e a linha do horizonte
ainda valem um bom dinheiro.
Nas aventuras
de David Luiz
depois
do hexa 
que não veio,
as dentaduras
das senhoras maduras 
de tão gastas
já não mordem
a contento.
Sobraram comidas nos pratos,
que pararam nos lixos
durante todas 
as aventuras
de David Luiz
depois do hexa que não veio.
A guerra continua
para todo guerreiro.
O metrô se arrasta
de tão pesado
espremendo os passageiros.
As árvores crescem tortas
em meio aos fios de eletricidade.
As múmias seguem mortas
dentro dos sarcófagos do Egito:
as almas aprisionadas nas pirâmides; embrulhadas
em ataduras, as carnes
eternamente afastadas
dos vermes.
Nas aventuras 
do zagueiro
depois do título
que escapuliu
meu nome é Schweinsteiger,
o último que riu.

quarta-feira, julho 09, 2014

Manhã de feriado

Casais dormem até o meio-dia
depois da madrugada acesa.

A folha da árvore que não sei
o nome flutua sobre a praça XV
sem tocar a perna de ninguém.

Porteiros de prédios vizinhos
conversam aos gritos nos portões,
mas ninguém os ouve.

Os pássaros cantam espaçados.
Cães dormem enrolados.
O mendigo da Visconde de Inhaúma
traga o meio-cigarro que encontrou
ontem.

Berra pela rua o motor do circular
com motorista, cobrador,
senhor e senhora dentro.

Nos hospitais, os doentes respiram 
lentamente e continuam a morrer.

Maria Eugênia decide abandonar
a TV e assar um bolo de fubá.
Tobias interrompe um pensamento
para se lembrar de como é engraçado seu nome.
Carolina de repente abre os olhos e
agradece por ser ainda 8:33.

Outro ônibus passa.

A moça do braço malhado
caminha à academia aberta até o 
meio-dia.

Chama a atenção do dono da banca
de jornal, que resolveu ele mesmo 
abrir as portas para não
arcar com 100% de hora extra.

O garoto desperta na cama dos pais
e cai em angústia
quando se lembra dos 7 gols da
Alemanha.

Minha avó espia a rua arcada
no gradil da sacada.
Um fantasma passa e ela não repara.

Um barulho de helicóptero
abafa o som de uma trepada.

Minhocas cavucam a terra do quintal
e as galinhas escolhem as mais gordas
para comer.

De repente, cheiro de incenso.

Na padaria, a freguesa bonita
pede para funcionária estranha
fatiar bem fino o presunto
e segura o pum para continuar bonita.

Mais um ônibus.

Céu com nuvens
feito ruas com trânsito.

segunda-feira, julho 07, 2014

As tardes

Passam as tardes com as bundas sentadas
em desajustadas poltronas de escritório
enquanto as nuvens deslizam seus corpos
de gás e alvor pela transparência
que permeia os imensos blocos
cinzentos e angulares destas cidades.
Perdem a vida os cotovelos
apoiados em ripas de compensado
que custaram mais do que valem
e cinzas e lisas como nunca
na natureza.
E os fios.
Atravessam os muros, preenchem os furos,
soçobram nos rios. E vão.
Transmitem cliques descompassados
carregam nos ombros as indomáveis angústias
e trazem em rédeas curtas o sapato
comprado cinquenta por cento off,
três vezes no cartão,
bem como a garota branca como as nuvens
mamas duras como o concreto
cabelo críseo feito os raios retilíneos
do sol
que não chegam até o escritório
devido a eterna sombra deitada
pelo Conjunto Residencial
Mont-Blanc.

terça-feira, julho 01, 2014

Amor a cabo

Me apaixonei
pela backing vocal loira
da Band Du Lac
que era uma coisa
que eu nem sabia que existia
agora eu sei
quero saber mais
não pela banda
que é bacana
mas nada demais.

terça-feira, junho 24, 2014

Centro

Um cachorro malhado que se espreguiça.
Um homem que para em frente a um moto-táxi e pergunta o resultado do jogo.
Uma lanchonete com x-salada em promoção.
Pessoas de cara triste no ponto de ônibus.
Uma fonte que não funciona.
Um sujeito perdido.
Uma senhora que cutuca o nariz achando que ninguém vai ver.
Mas, eu vi.
O motor ensurdecedor de uma caminhonete subindo a rua.
A transferência bancária que esqueci de fazer.
Uma pilha de microondas à porta de uma loja de conserto de eletrodomésticos
esconde o dono dos clientes.
Um Jesus Cristo enfeitado com fitinhas verdes e amarelas na entrada de uma
loja de santos.
Gente que caminha devagar e atravanca a passagem.
Carros alucinados esperando o sinal esverdear.
Céu de nuvens brancas e gordas.
O freio do ônibus que atrapalha a conversa do casal na praça.
A praça malcuidada.
Pombos às dezenas empoleirados nos fios de eletricidade
sujando de bosta a calçada de uma esquina movimentada.
Um pensamento sujo.
Edifícios residenciais com parapeitos arredondados.
Vendedoras cutucando as unhas e matando o tempo.
Cheiro de fritura.
Agência bancária ao lado de estúdio de tatuagem.
Uma moça bonita.
Outra.
Taxistas falando mal da prefeita.
Mulheres lindas nas capas das revistas.
Uma senhora escorada no portão vendo seu resto de vida passar.
E um mendigo deitado no estacionamento de uma loja para alugar
de paredes roxas
conversando alto
fazendo de celular
uma garrafa de Corote.

O achado

Num sábado qualquer, ano passado, fui ao Sebo da Nove, aqui em Ribeirão Preto, trocar uns livros. O dono fez as contas e eu tinha direito a pegar 45 reais em mercadoria. Lá fui eu.

Não sei porque cargas d'água, parei numa parte da prateleira com alguns livros do Henfil. Gosto do traço dele, mas não sou nenhum superfã. Mesmo assim, deu vontade de levar um livro dele -- algo que ele tenha escrito, e não desenhado.

Um título então me chamou atenção: "O diário de um Cucaracha". Claro, já tinha ouvido falar do livro, mas não sabia do que se tratava. "Vou levar justamente por isso", pensei. É bom comprar algo que não se conhece bem e ser surpreendido.



Eis o grande momento do dia. Eu já procurava por outros livros, em outras prateleiras, quando decidi trocar o exemplar de "O diário de um Cucaracha". Olhei para o livro e achei ele meio gasto demais, com a capa amarelada. Então, voltei em busca de um mais conservado. 

Havia outros dois. Peguei o que estava com a cor das letras da capa menos desbotadas. E o abri, para conferir se estava tudo ok por dentro. Me deparei com isso:



Quem gosta de ir a sebos já deve ter tido a sensação de, do nada, trombar com um achado. Geralmente, tais tesouros não passam de livros que queremos muito, que ouvimos boas críticas, que nos eram queridos na infância etc -- e estão lá, perdidos, a um preço pra lá de acessível.

Neste caso, no entanto, eu de fato havia encontrado algo valioso!

Guardei o livro debaixo do braço. Com certeza estava com um sorriso bobo no rosto.

Ao chegar ao caixa, bateu a maior vontade de comentar com o dono do sebo o que eu havia achado. Pensei: vou fazer isso depois de efetuar o pagamento. Meu medo era que a descoberta do autógrafo forçasse o dono a subir de repente o preço ou mesmo não fazer a venda.

Pensei, e preferi não falar nada.

Este post então representa este momento em que eu fiquei quieto -- apesar de na verdade ter ficado louco para contar vantagem. :)

PS: fica agora -- creio que sempre ficará -- a dúvida: o autógrafo é original? Quem é Tamar?
PS2: ainda não li o livro.

segunda-feira, junho 23, 2014

vento VOLTA

entendo
PORRA
nenhuma
do que você
escreve

lembro
de NADA
que os artistas
cantam

disfarço
e faço
que sou sabido

e rezo
sempre que posso
ao GOOGLE
velho amigo.

segunda-feira, maio 26, 2014

Jogo de luta

Street Fighter Four.
Escolho o Ryu
pois é o único
com que sei jogar melhor.

Baixo,
diagonal,
frente e soco.
Sai o hadouken 
-- UAU!
Ken defende
e revida com um especial
direto no meu rosto.

Bye, bye
metade do meu life.
Mas, sou guerreiro,
levanto e volto pra disputa.
Preparo o golpe,
tá cheia minha barra Ultra!

Rápido feito o pensamento
meu polegar esquerdo faz o movimento.
O poder, porém, não sai.
Em vez do golpe,
o personagem pula.
Ai!

Ken não perdoa
e mete logo uma voadora!
Ryu levanta jururu,
a cabeça cheia de estrelas,
voando em círculo feito urubus.

A partida já tá perdida.
Ken toma a distância certa,
pega fogo no braço
e grita:
SHORYUKEN!

K.O.!
Mais um perfect
pro meu currículo
de derrotas.
Que bom
que já acabou.

quarta-feira, maio 14, 2014

Barraco

Não vai ter Copa.
Nem sala.
Nem quarto.
Nem cozinha.
Tampouco banheiro.

A casa caiu geral.

sexta-feira, abril 25, 2014

esquerda + direita

- paga de esquerdista, mas tem medo de mano...
- paga de direitista, mas fica fulo se compro no concorrente...
- paga de esquerdista, mas tem "nojinho" e fica "putinho"...
- paga de direitista, mas pede ajuda ao governo...
- paga de esquerdista, mas fica 2h na fila do Outback...
- paga de direitista, mas balança o cabeção quando toca Rage Against the Machine...
- paga de esquerdista, mas nem liga que o Rage Against the Machine tenha gravado nas gravadoras gigantes de sempre...
- paga de esquerdista, mas paga quase 100 conto em graphic novel de super-herói...
- paga de direitista, mas bate palma no fim do hino nacional...
- paga de esquerdista, mas fala "job"...
- paga de direitista, mas não lembra que dia, nem quem, descobriu o Brasil...
- paga de esquerdista, mas casa na igreja...
- paga de direitista, mas mora junto...
- paga de esquerdista, mas é fã da F1...
- paga de direitista, mas deixa a cama pra mãe arrumar...
- paga de esquerdista, mas deixa a cama pra empregada da mãe arrumar...
- paga de direitista, mas dá um tapa na pantera com os amigos de vez em quando...
- paga de esquerdista, mas paga pau pro Jack Bauer...
- paga de direitista, mas baixa Game of Thrones no http://piratebay.org...
- paga de esquerdista, mas compra abadá...
- paga de direitista, mas faz gambiarra no Imposto de Renda...
- paga de esquerdista, mas só mora em prédio com porteiro...
- para de direitista, mas compra dvd pirata no camelô...
- paga de esquerdista, mas compra ovo de páscoa...
- paga de direitista, mas vai dormir sem tomar banho...

quarta-feira, março 12, 2014

segunda-feira, março 10, 2014

Resenhas do Instagram

Resenhas curtinhas que tô publicando no Instagram vez ou outra.
Meu perfil por lá é @lucaslofer.
Me segue! Abs!

Truko nº 1
http://instagram.com/p/khG1DTK7Kf/

Gnut
http://instagram.com/p/kDjPfwq7GD/

Cholitas de mi corazón
http://instagram.com/p/kDeA2_K7PY/

terça-feira, fevereiro 25, 2014

Beach and everywhere

Don't stop
topless.
Less?
No! More.

Too 
much
more.


* mil perdões por algum eventual erro no inglês. 

sexta-feira, fevereiro 21, 2014

Gema

Anjos têm asas,
como as galinhas,
as águias
e os pelicanos.

Nascem
os anjos
em ovos também?

sexta-feira, fevereiro 14, 2014

Do outro lado da grade da janela

A pomba belisca 
e sacode
os galhos finos 
da jaboticabeira
em busca daquele
seco
que se solte
e lhe sirva
ao ninho.

quarta-feira, fevereiro 12, 2014

Bjim

Beijinho no ombro,
pra você que é do quilombo.

Beijinho na nuca,
pra você que é minha truta.

Beijinho na testa,
pra você que adora festa.

Beijinho na 'checha,
pra você que entende a deixa.

Beijinho na boca,
pra você que é muito loka.

Beijinho na bunda,
pra você que é raimunda.

sexta-feira, janeiro 31, 2014

Jota Jota Anatomia

Meu nome é José,
frieiras no pé.

Meu nome é João,
cabeça maior que um balão.

Meu nome é Jair,
magro feito um faquir.

Meu nome é Jean,
jovem feito o Peter Pan.

Meu nome é Joaquim,
quilos de pedra no rim.

Meu nome é Jonas,
tripas longas como o Amazonas.

Meu nome é Jackson,
mãos trêmulas de Parkinson.

Meu nome é Jorge,
juntas duras de ciborgue.

Meu nome é Júlio,
ouvidos frágeis não suportam barulho.

Meu nome é Jesus,
estômago de avestruz.

terça-feira, janeiro 14, 2014

Boas de 2013

O novo ano já está com 14 dias, eu nem ia mais fazer esta lista, mas de repente mudei de ideia. Assim como no ano passado (http://epeste.blogspot.com.br/2013/01/boas-de-2012.html), o critério da lista é o mesmo: coisas que rápido me vieram à cabeça como "boas que li/vi/ouvi no ano." Independente de o lançamento ter rolado em 2013. Critério, como sempre, mais emocional que racional e comparativo. Vamos lá!


HQ

Era a Guerra de Trincheiras | Jacques Tardi. Senão me engano, foi a primeira que li no ano. Comecei com o pé direito. Obra que ultrapassa o nicho dos quadrinhos feitos para apaixonados por quadrinhos e, por isso, tranquila de ser lida por qualquer tipo de leitor. Sensações impressionantes. Histórias da Primeira Guerra Mundial. Daquelas pra ler e reler ad aeternum.


Mangá

20th Century Boys | Naoki Urasawa. Também tá na minha lista do ano passado. De lá para cá, foram lançados outros seis volumes. E este mangá continua sendo uma coisa ótima de se ler. Tenho a impressão também de que tem tudo para agradar quem não é leitor típico de quadrinhos.

Livro

O Cheiro do Ralo | Lourenço Mutarelli. Não conseguia parar de ler este troço. Final excelente. Frases e parágrafos curtos. Um tanto tosco, nojento, filosófico e poético. Gostaria de saber a impressão das mulheres sobre este livro. Talvez não sejam tão positivas.

Filme

Gravidade | Alfonso Cuarón. Olha, eu gostei muito. Tomara que ganhe o Oscar para relançarem no cinema pra eu assistir de novo. Em 3D, porque faz toda a diferença. Filme de terror são feitos para você se assustar. Comédia para rir. De herói para você se sentir herói. Gravidade foi feito pra deixar o cara tenso. E dá muito resultado.

Game

Clash of Clans. É jogo de tablet, celular. Você deve conhecer, acredito. Você monta uma vila, vai melhorando as coisinhas, invadindo a vila dos outros e defendendo-se das invasões alheias. É um pouco demorado para você conseguir avançar, os adversários quase sempre ganham de você... Mas é muito divertido. Jogo dez minutos todos os dias, praticamente. Faço os comandos, fecho, e o jogo vai acontecendo sem eu ver. Muito bom.

Música

Sweet Sour | Band of Skulls. O nome da banda é pra despertar a curiosidade de qualquer ser humano com uma queda pelo grotesco. A capa é classuda e bonita. O som... Bom, fuça no YouTube. Espero que goste! :)

sábado, janeiro 11, 2014

Mar imaginário

Pittsburg, Pensilvânia,
tá perto, mas não pregada ao mar.
O Polo Sul, por sua vez,
fica do outro lado do planeta.
Ainda assim,
o time de hóquei é Pinguins.
O de baseball é Piratas.

Why?

segunda-feira, janeiro 06, 2014

Gene Simmons

Me fala
me diz
desenrola esta língua
no céu da minha boca
despeja a voz rouca
encosta o nariz
por um triz
em meu nariz.

quinta-feira, janeiro 02, 2014

Poeminha de Ano Novo

Passarinho caiu do ninho
no segundo dia do novo ano.
Pequena poça de sangue debaixo do bico.
Corpo torto agoniza no chão.
Passarinho condenado não tem nada com isso,
mas serve para nos lembrar
que morte faz parte da renovação.