sexta-feira, maio 28, 2010

cirurgia

reto sem excesso a lâmina afiada
adeus gordura adeus texturas já vão tarde
mente limpa corpo limpo espírito-além
fecham os olhos abrem os olhos e nada muda amém

quarta-feira, maio 12, 2010

Dunga

Vamos a uma comparação talvez não muito apropriada. Se o Dunga jogasse truco, ele seria daqueles parceiros incapazes de blefar. O cara iria passar o sinal e você saberia exatamente as cartas que estariam em mãos. Aí, caberia jogar com o apoio do técnico da seleção – ou por conta própria.
Para ele, seria muito difícil, inadequado e até injusto comunicar uma carta que ele não tivesse só para enganar a dupla adversária. Vai que o meu parceiro não entende bem que foi um golpe, pensaria Dunga. É melhor jogarmos limpo um com o outro.
A mesma estratégia seria mantida com as cartas na mesa. O adversário gritaria truco e Dunga só tornaria um sonoro seis se de fato estivesse com uma manilha nas mãos - ou um três, talvez... Não, seria muito arriscado. Se o cara pede truco, é porque algo ele tem. E se estivesse mentindo? É melhor não arriscar.
Pode ser que Dunga ganhe a partida? Pode ser. Os sapos em torno da mesa, porém, não dariam aquela risadinha de canto de boca quando vissem os descartes do gaúcho do cabelo em pé. Nenhum estaria fora de lugar, nenhum seria obra de uma jogada de risco, capaz de enganar o camarada ao lado.
Caso tenha um parceiro pouco mais “malandrão”, Dunga vai que é uma beleza! É só saber usá-lo e deixar o elemento surpresa aqui comigo, pensaria o cidadão. Mas, se do outro lado da mesa estiver outro Dunga, ou, quem sabe, um Jorginho... Aí, o jeito é contar que as boas cartas em mãos deem conta da sorte e funcionem melhor que as ruins...
E assim vamos nós, rumo ao hexa!

domingo, maio 09, 2010

Delirations

O que você faria se, um dia, ao acessar o caixa eletrônico, Deus aparecesse na tela e dissesse sorrindo:
- Meu caro, você tem R$ 1 milhão na conta!
Você, não sei. Mas, eu, diria:
- Então sai já daí de dentro, seu folgado!