A vida caminha normal. Você acorda, trabalha, dorme, sonha coisas estranhas, acorda e tudo de novo começa novamente... Mas, em certas horas perdidas, a porta escondida se abre e de repente, as estranhas coisas do sonho trocam de lugar e pulam pra dimensão da cotidianice.
Foi assim anteontem. Saí do trabalho e só queria minha casa, minha cama e... fui com meu pai a uma apresentação de músicas de casamento. Músicas de casamento! Ele me deu carona pra eu evitar dois ônibus e nos enfiamos em bairros prudentinos os quais nunca vi mais gordos. Chegamos a uma pusta duma casa, cheia de carros estacionados em frente. O portão estava aberto, entramos, abriram a porta da frente, entramos, descemos escadas e pum: caímos em meio a uma sala de concerto.
Do lado esquerdo, uma junta de músicos que eu não sei se chamo de banda, de conjunto, de orquestra, filarmônica, não sei. Devia ter uns 20, espremidos, acotovelando-se, o violonista tomando cuidado para não acertar o arco na cabeça do trompetista, a pianista com o umbigo colado no instrumento, o tocador de bumbo dando os toques do lado de fora: não havia espaço.
À direita, erguia-se uma miniarquibancada de três degraus preenchida por noivos e noivas, algumas sogras e, no caso da minha família: eu, pai, mãe, a noiva irmã e a mãe do noivo, que, aliás, não estava pois mora longe.
Abrimos espaço, levei um trupicão em um dos degraus e nos aconchegamos, na última fileira. O som já rolava há mais de uma hora, os pombinhos analisavam pastas, papéis, olhavam entre si. Vez ou outra, um sugeria:
- E a 35, como é?
Então, o maestro (tinha maestro, claro!) fazia uma pequena explanação, em seguida virava-se aos músicos e era um dois três... Pá pá pá pá pá! Uma nova obra preenchia os espaços e agradava – ou não – os ouvidos solicitantes.
Tinha de tudo, de Roberto Carlos ao barroco. E sugestões pra tudo: pra benção, pras as alianças, pra a entrada dos noivos, dos pais, dos padrinhos, da noiva (casamento é dela!)... Mas, nenhuma causou mais impacto que a entrada aos sacerdotes, composição de algum falecido cujo nome não registrei.
- Tem muito padre que não topa fazer, pois chama muito atenção – alertou o maestro.
E como! Foi ele dar o comando, a banda tocar as primeiras notas e eu pensei que o próprio Napoleão ressuscitaria do inferno e, do alto de seu cavalo branco, adentraria a sala cercado por seus súditos puxa-sacos! Minha irmã, um ser que não se contém, começou a dar risada. O resto da galera manteve silêncio e eu, totalmente de gaiato no navio, tive o estalo de escrever esta crônica.
Teve mais, teve muito mais... A apresentação se estendeu até as 22h30, quando, depois de tocar uma bonitinha dos Beatles e mais três versões diferentes de entradas de noivas, a maior parte dos músicos foi embora, outros trocaram de roupa e voltaram vestidos de... mariates! Aiiii, caraaaamba!
- O preço não é muito caro – comentou meu pai.
- Eu gosto de música cantada, não esse pá pá pá – recomentou minha irmã.
- Achei tudo lindo! – falou a sogra, outra que não se contém.
Nessas horas, eu estava do lado de fora lendo à luz do poste um gibi do Gladiador Dourado! (eu disse que o mundo dos sonhos às vezes toma conta da realidade).
Vi noivos e noivas irem embora, todos, de dois em dois. Só minha família ficou. Foi mais meia hora trocando figurinhas com o maestro – aliás, dono da casa, com mulher e filhas na orquestra – até irmos embora.
Na saída, a mulher do maestro que, se me lembro bem, tocava violino, acompanhou-nos até o portão. Sinceramente, ela agradeceu a visita, esclareceu últimas dúvidas de minha irmã, fez anotações e deu um tchauzinho enquanto o carro arrancava.
Dei uma olhada pra trás e a vi fechar o portão - que não trancava só casa, tenho certeza. E o que mais me impressionou de tudo isso, eu que quero ser tanta coisa nesta vida, foi ratificar o quanto admiro pessoas que ganham o pão de cada dia do jeito mais inusitado possível. Um dia chego lá!
Quinta-feira, Julho 02, 2009
Quinta-feira, Junho 25, 2009
O diploma de jornalista
Os jornalistas. Ah, os jornalistas! Esta raça a qual eu faço parte lembra-me muito aquela propaganda das Havaianas com o Lázaro Ramos. Tá ele e outro maluco lamentando as mazelas do Brasil, um país tão tchutchuco, mas cortado de pobreza, desigualdade, corrupção e violência...
Nessa, entra um argentino e se mete na conversa, arrastando um belo portunhol de mentirinha: "Jo tambiem no compreendo. Um país como esse, como que é pode?". É na lata: o hermano acaba de falar, Lázaro e o outro tomam as dores e começam a defender o Brasil. Que que esse argentino tá querendo?
Assim são os jornalistas e esta história do diploma. Já estou cansado de ver/ouvir (eu mesmo, quantas vezes?) nego dizendo que ganha pouco, que trabalha feito um condenado, que aquilo é profissão de doido, estressante, cheia de cobranças, matérias chatas, chefes intolerantes, colegas incompetentes, estrutura precária, telefone que não para de tocar, elogio que nunca vem, horas e horas de trabalho, plantão nos finais de semana e feriados, café ruim e água esquisita.
Então, vêm os Ministros do Supremo (Arrentina!!!) e rasgam o diploma. Quer ser jornalista? É só começar! Ponha um adesivo "Reportagem" na caranga e tá valendo: sai pro crime, cai na loucura, cria um blog e virou notícia. Aí, meu colega todo indignado com a própria condição, indigna-se ainda mais: porra, jornalismo já é uma bosta e agora ainda não precisa de certificado???
Baixa-lhe então o espírito Havaianas de Lázaro Ramos e a metralhadora, antes disparada contra o próprio peito, aponta para quem aceita engolir chumbo: e a ética? onde vão aprender a distinguir o que fazer ou não, o que publicar ou não, o que é ou não é notícia, o que é certo ou errado, enfim. E as redações? Os office boys vão assumir os computadores e apurar notícia? O motorista vai poder escrever texto? Eu, açougueiro, posso entregar meu currículo para o editor-chefe do seu jornal? Uso-lhe as páginas todos os dias para embrulhar aquele suculento pedaço de miolo de paleta e já tenho experiência.
Oh my God! E agora? Fedeu? Quem sou eu?
Desde que entrei na faculdade, a obrigatoriedade do diploma é discutida. Desde meu primeiro ano na saudosa UELON, professores esculacham e defendem a profissão. Para mim, o diploma ter caído assim assim mostra o quanto a classe é dividida. Se o diploma fosse tão importante para o jornalismo, jamais os jornalistas teriam deixado uma dezena de Ministros picotarem quatro anos de formação.
Fora que todo mundo adora cutucar jornalista. É a vingança que será maligna! Jornalista é chato e enche o saco de todo mundo: do time da série A3 do paulista aos mesmos homens de toga que jogaram o diploma na privada e puxaram a desgarga. Foi o troco. Cutucaram a onça com uma vara nem lá muito curta - e a onça não fez nada, a não ser murmurar.
E precisa realmente de diploma, o que é que você acha, perguntar-me-ia um colega de profissão, ao qual eu responderia: é preciso fazer artes cênicas para se tornar ator? É preciso fazer artes plásticas para se tornar artista? É preciso fazer administração de empresas para se tornar empresário? O Dunga comanda a Seleção e nunca foi técnico!!! Abaixo as instituições! Abaixo os puristas!
O diploma garante muito pouco. Para mim, ela garante apenas o foco na formação. Na faculdade, você vai aprender a ser jornalista. Contudo, aprender a é uma coisa. Ser de fato é completamente diferente. Da minha sala, a melhor aluna disparado se formou e decidiu que não era nada daquilo: e hoje estuda administração de empresas.
Para ser jornalista, você precisa trabalhar na redação de um jornal/revista/tv/rádio/site/assessoria de imprensa... Vige! Se bem que nos tempos de faculdade, quantas vezes eu presenciei gente discutindo se assessor de imprensa era mesmo jornalista... Mas, isto é melhor deixar prum outro dia.
Nessa, entra um argentino e se mete na conversa, arrastando um belo portunhol de mentirinha: "Jo tambiem no compreendo. Um país como esse, como que é pode?". É na lata: o hermano acaba de falar, Lázaro e o outro tomam as dores e começam a defender o Brasil. Que que esse argentino tá querendo?
Assim são os jornalistas e esta história do diploma. Já estou cansado de ver/ouvir (eu mesmo, quantas vezes?) nego dizendo que ganha pouco, que trabalha feito um condenado, que aquilo é profissão de doido, estressante, cheia de cobranças, matérias chatas, chefes intolerantes, colegas incompetentes, estrutura precária, telefone que não para de tocar, elogio que nunca vem, horas e horas de trabalho, plantão nos finais de semana e feriados, café ruim e água esquisita.
Então, vêm os Ministros do Supremo (Arrentina!!!) e rasgam o diploma. Quer ser jornalista? É só começar! Ponha um adesivo "Reportagem" na caranga e tá valendo: sai pro crime, cai na loucura, cria um blog e virou notícia. Aí, meu colega todo indignado com a própria condição, indigna-se ainda mais: porra, jornalismo já é uma bosta e agora ainda não precisa de certificado???
Baixa-lhe então o espírito Havaianas de Lázaro Ramos e a metralhadora, antes disparada contra o próprio peito, aponta para quem aceita engolir chumbo: e a ética? onde vão aprender a distinguir o que fazer ou não, o que publicar ou não, o que é ou não é notícia, o que é certo ou errado, enfim. E as redações? Os office boys vão assumir os computadores e apurar notícia? O motorista vai poder escrever texto? Eu, açougueiro, posso entregar meu currículo para o editor-chefe do seu jornal? Uso-lhe as páginas todos os dias para embrulhar aquele suculento pedaço de miolo de paleta e já tenho experiência.
Oh my God! E agora? Fedeu? Quem sou eu?
Desde que entrei na faculdade, a obrigatoriedade do diploma é discutida. Desde meu primeiro ano na saudosa UELON, professores esculacham e defendem a profissão. Para mim, o diploma ter caído assim assim mostra o quanto a classe é dividida. Se o diploma fosse tão importante para o jornalismo, jamais os jornalistas teriam deixado uma dezena de Ministros picotarem quatro anos de formação.
Fora que todo mundo adora cutucar jornalista. É a vingança que será maligna! Jornalista é chato e enche o saco de todo mundo: do time da série A3 do paulista aos mesmos homens de toga que jogaram o diploma na privada e puxaram a desgarga. Foi o troco. Cutucaram a onça com uma vara nem lá muito curta - e a onça não fez nada, a não ser murmurar.
E precisa realmente de diploma, o que é que você acha, perguntar-me-ia um colega de profissão, ao qual eu responderia: é preciso fazer artes cênicas para se tornar ator? É preciso fazer artes plásticas para se tornar artista? É preciso fazer administração de empresas para se tornar empresário? O Dunga comanda a Seleção e nunca foi técnico!!! Abaixo as instituições! Abaixo os puristas!
O diploma garante muito pouco. Para mim, ela garante apenas o foco na formação. Na faculdade, você vai aprender a ser jornalista. Contudo, aprender a é uma coisa. Ser de fato é completamente diferente. Da minha sala, a melhor aluna disparado se formou e decidiu que não era nada daquilo: e hoje estuda administração de empresas.
Para ser jornalista, você precisa trabalhar na redação de um jornal/revista/tv/rádio/site/assessoria de imprensa... Vige! Se bem que nos tempos de faculdade, quantas vezes eu presenciei gente discutindo se assessor de imprensa era mesmo jornalista... Mas, isto é melhor deixar prum outro dia.
Domingo, Junho 21, 2009
De noite
How da barca! Quem lá vem?
Sábado a noite, longe da namorada, longe de um tempo bom, TV no Nat Geo (que agora nóis é boy e tem Sky).
Tá passando um documentário em que eles esvaziaram o mar digitalmente. Deixaram tudo um desertão. Aí, fica um maluco explicando o que é isso, o que é aquilo... É um monte de areia, uia! Os seres humanos dão nome a tudo mesmo. Depois, eles mostraram como seria a ilha de Barbados vista do leito do oceano seco. Uma cadeia de montanhas - como poderia não ser?... Nada, a coisa é interessante, eu que tô ranzinza.
Agora o documentário acabou. Versão Marshmellow, São Paulo!
O que virá? Eu não sei, pouca diferença faz, pois tá no canal, mas eu não tô prestando muita atenção (pra tu ver como eu tô sem coisa boa pra escrever tómbém!).
Esta Sky é, na verdade, uma enganação. Mil programas, mil canais, mas só em um dia eu já flagrei Velozes e Furiosos passando em três deles ao mesmo tempo! Baguanqueliê!
E assim é: caminhando e cantando e seguindo a canção vamos todos assistindo ao trem passar, sem pular de estação, de olho meio baixo, mas insistindo para não dormir.
Sábado a noite, longe da namorada, longe de um tempo bom, TV no Nat Geo (que agora nóis é boy e tem Sky).
Tá passando um documentário em que eles esvaziaram o mar digitalmente. Deixaram tudo um desertão. Aí, fica um maluco explicando o que é isso, o que é aquilo... É um monte de areia, uia! Os seres humanos dão nome a tudo mesmo. Depois, eles mostraram como seria a ilha de Barbados vista do leito do oceano seco. Uma cadeia de montanhas - como poderia não ser?... Nada, a coisa é interessante, eu que tô ranzinza.
Agora o documentário acabou. Versão Marshmellow, São Paulo!
O que virá? Eu não sei, pouca diferença faz, pois tá no canal, mas eu não tô prestando muita atenção (pra tu ver como eu tô sem coisa boa pra escrever tómbém!).
Esta Sky é, na verdade, uma enganação. Mil programas, mil canais, mas só em um dia eu já flagrei Velozes e Furiosos passando em três deles ao mesmo tempo! Baguanqueliê!
E assim é: caminhando e cantando e seguindo a canção vamos todos assistindo ao trem passar, sem pular de estação, de olho meio baixo, mas insistindo para não dormir.
Sexta-feira, Junho 05, 2009
Reza
Os mais sagrados sábios
sentaram-se à minha frente,
olharam-me nos olhos
e, uníssono, disseram inclementes:
- Larga de ser besta!
Besta fera sou,
assim assumo, realmente.
E em frente aos mais sagrados sábios
saquei do coldre minha cartucheira.
Sete foram os disparos.
Sete foram os furos
no meio de sete testas.
Mas, os mais sagrados sábios
continuaram sentados.
Espantado
chorei, berrei, urrei por clemência.
- Piedade, disseram eles,
é nome de cidade do interior paulista.
Conte até dois,
pois antes do três,
você vai morrer.
Arregalei os olhos,
riram os sete.
Contei um,
contei dois
e antes de dizer três
minha mente foi pro espaço-além.
Lá do alto, lá de cima,
mirei a Terra e memorizei:
as cento e setenta e duas mil
setecentas e setenta e sete
esquinas por que passei.
Resta-me aprender agora
o quanto é fundo e bonito
o que vai do zero
ao topo do infinito.
sentaram-se à minha frente,
olharam-me nos olhos
e, uníssono, disseram inclementes:
- Larga de ser besta!
Besta fera sou,
assim assumo, realmente.
E em frente aos mais sagrados sábios
saquei do coldre minha cartucheira.
Sete foram os disparos.
Sete foram os furos
no meio de sete testas.
Mas, os mais sagrados sábios
continuaram sentados.
Espantado
chorei, berrei, urrei por clemência.
- Piedade, disseram eles,
é nome de cidade do interior paulista.
Conte até dois,
pois antes do três,
você vai morrer.
Arregalei os olhos,
riram os sete.
Contei um,
contei dois
e antes de dizer três
minha mente foi pro espaço-além.
Lá do alto, lá de cima,
mirei a Terra e memorizei:
as cento e setenta e duas mil
setecentas e setenta e sete
esquinas por que passei.
Resta-me aprender agora
o quanto é fundo e bonito
o que vai do zero
ao topo do infinito.
Domingo, Maio 10, 2009
Tecnologia (ma non troppo)
Como é bom
você brincar
de rabiscar
e não tá nem aí!
Como é lindo
se matar com o mouse
ficar tudo torto
e deixar assim,
sem sentido!
Sentido, já falei*,
é coisa de soldado.
Soldado é coisa de quartel
e o quartel mais próximo
fica bem longe daqui...
Pois, ora veja:
o estresse passa,
a depressão esgarça,
e a angústia desengusteia
quando você desenha
no Paint do Windows!
* http://lucaslourenco.blogspot.com/2008/10/nonsense-02.html
você brincar
de rabiscar
e não tá nem aí!
Como é lindo
se matar com o mouse
ficar tudo torto
e deixar assim,
sem sentido!
Sentido, já falei*,
é coisa de soldado.
Soldado é coisa de quartel
e o quartel mais próximo
fica bem longe daqui...
Pois, ora veja:
o estresse passa,
a depressão esgarça,
e a angústia desengusteia
quando você desenha
no Paint do Windows!
* http://lucaslourenco.blogspot.com/2008/10/nonsense-02.html
Quarta-feira, Abril 29, 2009
O que eu sei sobre...
... o estado do Espírito Santo (sem consultar o Google!)
. a capital é Vitória
. a sigla é ES
. o Roberto Carlos nasceu em Cachoeiro do Itapemirim
. o Rubem Braga também (se me lembro bem)
. que a fábrica da Garoto fica em Vila Velha (pelo menos ficava nos tempos em que eu assistia ao Xou da Xuxa)
. que é um dos estados do Sudeste
. e que, sendo do Sudeste, para mim que sou de SP, o Espírito Santo parece perto...
. ... mas, distante ao mesmo tempo, por eu o conhecer tão pouco!
--> se você souber mais, deixe seu comentário e ensina-me!
. a capital é Vitória
. a sigla é ES
. o Roberto Carlos nasceu em Cachoeiro do Itapemirim
. o Rubem Braga também (se me lembro bem)
. que a fábrica da Garoto fica em Vila Velha (pelo menos ficava nos tempos em que eu assistia ao Xou da Xuxa)
. que é um dos estados do Sudeste
. e que, sendo do Sudeste, para mim que sou de SP, o Espírito Santo parece perto...
. ... mas, distante ao mesmo tempo, por eu o conhecer tão pouco!
--> se você souber mais, deixe seu comentário e ensina-me!
Segunda-feira, Abril 27, 2009
Anda!
Sem saber para que lado andar
ando sempre sem temer
onde vou chegar.
Onde vou chegar
para que saber?
Saber daria dor de encefalia!
Fora isso, surpreender-me-ia o quê?
Meus passos eu sigo,
não passo meus passos.
Paro quando param.
Disparo quando precisam.
Pois, um sábio assoviou no meu ouvido
que o caminho mais bonito
é também mais esquisito.
ando sempre sem temer
onde vou chegar.
Onde vou chegar
para que saber?
Saber daria dor de encefalia!
Fora isso, surpreender-me-ia o quê?
Meus passos eu sigo,
não passo meus passos.
Paro quando param.
Disparo quando precisam.
Pois, um sábio assoviou no meu ouvido
que o caminho mais bonito
é também mais esquisito.
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