quarta-feira, novembro 30, 2005

Eis a resposta

Eis a resposta da dúvida do post abaixo. Obrigado à Folha de S. Paulo (autora da matéria) e ao Publish News (onde a encontrei). O nome do escritor agressor é Yves Hublet.

Escritor bate em Dirceu com bengala

"(..) O incidente ocorreu por volta das 18h. Cercado de jornalistas, o ex-chefe da Casa Civil foi surpreendido por dois golpes de bengala que miravam sua cabeça. Enquanto desferia as bengaladas, Hublet gritava "Fristón, Fristón", em referência a um personagem do livro Dom Quixote, obra-prima do espanhol Miguel de Cervantes. Na saída da detenção, Hublet negou-se a explicar o motivo da agressão. "Leiam Dom Quixote", afirmou. Em uma passagem do livro, Quixote diz que seu inimigo Fristón, um mago, "não poderá evitar aquilo que pelos céus está ordenado". Quixote atribui a Fristón (ou Fristão, nas edições em português) a transformação dos "gigantes" que tenta atacar em moinhos de vento, "para roubar-me a glória de vencê-los". O cavaleiro diz, a seguir, que "de pouco valerão suas más artes contra a bondade de minha espada". De acordo com a professora de Letras da USP Maria Augusta da Costa Vieira, especialista em Cervantes, Fristão é, na visão de Dom Quixote, um "encantador, que transforma o mundo segundo seus interesses". O paranaense Hublet é palestrante e autor de livros infantis, entre eles A Grande Guerra de Dona Baleia, Artes & Manhas do Mico-leão-dourado, Anzol Milagrosoe Planeta Água. Ele também é oficial de reserva da Aeronáutica. O escritor foi enquadrado no artigo 140 do Código Penal, por "injúria real" (ofensa com agressão física), que pode resultar em um ano de prisão, e liberado a seguir. Dirceu ainda avalia se prestará queixa formalmente (...)".

Te cuida, malandro!

Que cacetada!

Zé Dirceu saía de uma sala do Congresso quando um senhor, dominado pela fúria, sentou uma bengalada no ex-manda-chuva do país. Tudo diante das câmeras. Saiu em tudo quanto é jornal. Deu até pra ouvir o Zé soltando um "Ai!"

Em entrevista ao Jornal da Cultura (senão me engano), ele dramatizou. Disse que poderia ter sofrido uma lesão séria se a agressão o tivesse realmente atingido em cheio... Mas, que, nada ocorreu por ele ter um bom preparo físico! Sem comentários.

Hoje, resolver-se-á se ele vai ou não ser caçado. O cara é confiante, acha que termina o mandato. Eu não sei de nada... Virou tudo uma bagunça, uma chatice, briga de comadres - que, no final, sempre fazem as pazes.

Gostaria mesmo é que os jornais tivessem informado o que o senhor da bengala - um escritor paranaense de livros infanto-juvenis! - disse ao Zé, na hora do pau.

Eu, cá com minha imaginação, creio que ele disse "Judas". Porém, tenho quase certeza de que a palavra terminou com "ão"... Então, de novo, não sei de mais nada.

Fica esperto, Zé Dirceu...
Foram as bengaladas sinais premonitórios de possíveis cacetadas, hoje?

***

O Jornal da Cultura (senão me engano) fez questão de inserir na matéria que o escritor era apaixonado por Dom Quixote - o "louco" das batalhas impossíveis.

segunda-feira, novembro 28, 2005

Um ano de Eita Peste!

Aeee! Pois é! Um ano já de encheção de saco!
Mas é muito bão escrever isso aqui. Ficou viciante!
Valeu, meu povo!

O motorista cruel

São famosas as crônicas de diversos autores que tratam da "falta de assunto". Todos os estrelas do gênero - Rubem Braga, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, entre outros - escreveram sobre isso. Porém, têm dias que uma crônica cai no seu colo.

Estava no ônibus, vindo para o trabalho. Dividia minha atenção entre o movimento das ruas e divagações de minha própria cabeça. Pouco ligava para o resto.
O ônibus estava vazio. Cobrador e motorista conversavam alto. A certa altura - eis o presente que me deram - o cobrador disse ao parceiro que não gostava muito de dirigir. Vejam só o que o motorista - o motorista - respondeu:

- É rapaz... Eu também não gosto muito não. Se eu fosse rico, a primeira coisa que eu ia fazer era contratar um motorista. Aí eu só ia ficar no banco de trás com um chicote na mão, mandando: "Vira pra direita, fila da puta! Agora pra esquerda, fi duma égua!"

E os dois caíram na risada.

domingo, novembro 27, 2005

Amanhã...

Amanhã, apesar de ser segunda-feira, é dia de festa.
Aguardem.

quarta-feira, novembro 23, 2005

Continuando...

Lembram-se do post do Vampiro duns dias atrás? Olhem só:



Cuidado com o seu pescocinho!
PublishNews - 23/11/2005
Os mistérios envolvendo a origem e o fim da vida povoam o imaginário humano com imagens de desespero ou esperança e seres que transitam entre este e o outro mundo. A passagem da vida para a morte gerou diversas narrativas míticas, mas, em sua faceta maléfica, um personagem se impôs a partir do século XVIII: o vampiro, cuja encarnação mais conhecida é o Drácula imortalizado por Bram Stoker. A criatura que se aproxima de suas vítimas na escuridão da noite para lhes roubar o sangue e a alma recebe em História dos vampiros - Autópsia de um mito (Unesp, 210 pp., R$ 29, trad. Álvaro Lorencini) um tratamento digno do fascínio que exerce sobre o imaginário humano. Dissecado por Claude Lecouteux, a figura do vampiro surge como símbolo das contradições que dilaceram a alma humana, principalmente após o Iluminismo e o apogeu do racionalismo científico na Europa.

UIA!

Mantrinha

Suma no mundo,
Não se arrependa,
Parar é fenda
Para se enfiar.

segunda-feira, novembro 21, 2005

Os pirata!

Uma coisa que eu realmente gostaria de fazer e, quem sabe, um dia faça é um romance de piratas.
Cheio de aventuras, de sujeitos mal encarados, reviravoltas, perigos, acidentes, explosões, heróis, vilões, mocinhas, paisagens deslumbrantes, povos diversos, países exóticos, animais estranhos, e tudo o mais!

Falta um pouquinho disso na Literatura, não? Aventura, e só.

quinta-feira, novembro 17, 2005

Ponto de vista

Tem dias que passam voando.
A gente mal percebe porque fica aqui sentado, na rês do chão, observando eles láá longe, bem pequeninos.

segunda-feira, novembro 14, 2005

Nova utilidade

Acabei de descobrir uma nova utilidade para o Eita Peste!
Como o template é negão, a tela do computador acaba virando um espelho.
Já leu um livro que estampa em suas páginas a reação do leitor?
Hehe! Aqui dá!

quinta-feira, novembro 10, 2005

Notas paulistanas 6 - Cuidado!

Uma coisa que há de monte na cidade de São Paulo é merda de cachorro espalhada pelas ruas.

Diz a lei que os donos tem de recolher as necessidades de seus bichinhos, caso contrário, o tempo fecha e a multa é alta. Bom, eu nunca vi ninguém fiscalizando isso. Sei lá se deveria, também. Leis desse tipo são feitas nas melhores das intenções, mas não têm chance de serem postas em prática, redondinhas, como estão no papel.

Fica no bom senso. Oras, o cachorro do cara suja a rua em que o cara mora e o cara, ao invés de dar um jeito, caga e anda pra cagada do seu cachorro?! Tem gente que limpa, eu sei. Creio até ser a maioria. Mas, é tanta gente, tanto cachorro e tanta merda em São Paulo que a minoria já é muito.

Como resolver o problema? Proibir os cães de saírem às ruas? Ser radical e dar um fim a vida dos porcalhões inconscientes? Pôr uma rolha no buraquinho? Eu, como bom discípulo do Capitão Planeta, não acredito nesses métodos.

O negócio é prestar atenção e ir desviando. Olhar sempre para baixo e checar onde se está andando... Nesse ponto, São Paulo ajuda. Afinal, não há estrelas no céu para a gente admirar.

quarta-feira, novembro 09, 2005

Dica maléfica

Impressão ilegal de Bíblias
Gazeta Mercantil - 9/11/2005

Um tribunal chinês condenou ontem um pastor protestante, sua mulher e o irmão dela a penas de até três anos de cadeia. A condenação ocorreu porque eles teriam impresso ilegalmente Bíblias e outras publicações cristãs, conforme explicou um de seus advogados. Na China ateísta, a impressão de Bíblias e de outras publicações religiosas precisa de aprovação do Gabinete Estatal de Assuntos Religiosos. Bíblias não podem ser compradas abertamente em livrarias.

"Traficantes de Cristo", invistam nos comunas!

Fonte

Tem dias que são bons para se desenhar. Hoje é um deles.
O certo é a gente desenhar com a barriga. Não é com a mão, com a cabeça ou com o coração.
Você sente o Negócio saindo de lá. Percorre o meio do tórax, resvala no coração e segue para o braço e antebraço direito. Até que sai, de qualquer jeito - do jeito que vier - pela mão.
A cabeça só coordena: isto aqui, aquilo ali - sem travar. Quem dá o ritmo é a barriga, um pouco acima do umbigo.
É lá que manda.

segunda-feira, novembro 07, 2005

Visita do Bush ou mal agouro

Uma das atrações da R. Brigadeiro Galvão, aqui em Sampa, é um barzinho de uma porta só.
Nunca entrei. Só o conheço de passagem, isto é, de dentro do busão que me leva para o trabalho. Mesmo assim, dá pra sentir o lugar.
O dono caprichou. Balcão bacana, móveis legais, paredes pintadas, com reboco novo...
O toque de mestre, porém, está bem no meio de uma das paredes. Ela não foi preenchida por inteiro com argamassa. Alguns tijolos ficaram à vista - formando um desenho do mapa do Brasil.
Pode parecer brega, mas é legal. Eu acho, pelo menos. Mas, talvez, eu seja brega.

A questão é que hoje não consegui ver o mapa de tijolos. Em frente dele, o dono colocou um freezer da Coca-Cola.

sexta-feira, novembro 04, 2005

Hora de ir embora

Lembro-me que nos tempos de escola, o fim de cada aula era anunciado por um sinal escandaloso.
Aqui na editora ocorre algo parecido. Há uma igreja por perto. Daqui 13 minutos, o sino vai tocar e é hora de partir.

Até segunda-feira.

Surpresa e decepção

Rapaz, fiquei sabendo que o Robert Crumb também nasceu no dia 30 de agosto!
Se meu anjo da guarda for tão bom quanto o dele, talvez eu tenha algum futuro.

***

Ontem reli quase todo Eita Peste! É estranho voltar a textos feitos para determinado dia ou época. Perdem a força e acabam ficando ruins (se já não eram...).
Por isso, cada vez mais respeito Rubem Braga e sua gangue. Eternizar o fugidio não é para qualquer um.

quinta-feira, novembro 03, 2005

Boooi

Disparado, o bicho que mais sofre na mão do homem é o boi.
A vaca também, é claro, mas o boi sofre mais.
Nasce morto. No pouco que "vive", sofre. É confinado, capado, marcado a ferro quente.
Diz-se que, do boi, o homem só não aproveita o mugido. É verdade.
Os bois não existem como espécie. São nossos escravos, são continuações nossas. Com eles, fazemos o que bem entendemos. Nenhum ecologista vê isso?

Se realmente existe recompensa depois da morte, o paraíso dos bois deve ser o melhor de todos.

quarta-feira, novembro 02, 2005

Notas paulistanas 5 - Trabalhar no feriado

Todo dia de trabalho poderia ser feriado, pelo menos aqui em São Paulo.
Por quê? Pelo trânsito.
O motorista nunca esteve tão contente. Acelerava com gosto, sentindo na nuca o busão embalando para frente. Foi a primeira vez que andei 50 metros em "tempo real", sem soquinhos. A Avenida Paulista parecia qualquer rua de Martinópolis.
Saí atrasado de casa, pensei já ter perdido a condução. Pelo contrário! Cheguei, dois minutos depois, o Lapa apareceu. E vazio! Ah, todo dia poderia ser assim.

Nem esquentei quando o busão parou no meio do caminho, enguiçado.