segunda-feira, julho 27, 2015

Borat!



Visto há duas semanas, do sofá de casa, via Netflix e uma TV de resolução aceitável. Nunca tinha assistido antes. Desculpem algumas generalizações. COM SPOILERS, senão não tem graça! (se bem que só eu não devia ter visto esse filme nessas alturas...)

- Resolvi ver pq só tava assistindo séries (episódios de no máximo 50 minutos) e me deu saudade dos filmes. E Borat é relativamente curto (1h30). Queria manter a mesma relação "custo-benefício", sendo custo = tempo, se time is money;
- Eu gostei;
- Me lembrou Jackass e Jogo de Cena;
- Jackass pelas pegadinhas, nojeiras, exposição ao ridículo;
- Jogo de Cena pois o limite entre encenação e não-encenação é bagunçado propositalmente;
- Cenas preferidas: Borat se masturbando na calçada em frente à vitrine da loja de lingerie e Borat no culto evangélico pentecostal;
- Cenas que não gostei tanto quanto outros gostam: a briga dos dois pelados;
- Cenas que não gostei: não lembro;
- O filme talvez tenha um paradoxo: é repleto de preconceitos e inocente ao mesmo tempo. Por isso, para curti-lo e não fazer crítica moralista vazia, vc tem que discernir que o preconceito e a inocência são do personagem e não do autor;
- Por isso, o filme é um bom exercício para aprender o que é sarcasmo e ironia;
- Por isso 2: sabendo que ampla quantidade de pessoas não saca sarcasmo e ironia, o filme apela master;
- O público brasileiro médio talvez não entenda a maioria das piadas, pq tocam em situações não diretamente relacionadas à nossa cultura (eu mesmo, que não sou nenhuma enciclopédia cultural, devo ter deixado passar várias). Dublado deve ficar bem ruim tbm. Se me lembro bem, são poucas as estrelinhas na avaliação do filme no Netflix;
- Imagino o tanto de cena que não atingiu o resultado esperado (deve ter ficado sem graça) e foi cortada na edição final. Imagina o cara pagando mico nessas cenas que sequer valeram a pena por terem ficado chatas -- sem recompensa!;
- Deve ter sido um filme cansativo de filmar;
- Deve ter sido um filme com muitos processos nas costas;
- Ou será que com algumas pessoas eles conseguiram autorização para veicular as imagens?;
- Pagaram cachê para esses "atores"?;
- Creio que todo mundo tem um amigo que se parece fisicamente com o Borat. Eu tenho;
- Pessoas de caráter duvidoso dão bons personagens, pois a cada ato entram em conflito com alguma norma social. E conflito é tudo pras histórias. Por isso que os vilões são legais;
- Borat passou nos cinemas do Cazaquistão?;
- Obviamente, o Cazaquistão do filme é um tanto imaginário (pegaram um país que soaria exótico e desconhecido ao Ocidente). A capital, Astana (belo nome), não se parece muito com a vila maluca do protagonista. Olha: https://pt.wikipedia.org/wiki/Astana;
- Contudo, nada impede que no meio do país exista uma vila do tipo;
- Os grafismos retrô do filme são bem legais;
- Se só vão o Borat e o diretor do documentário pros Estados Unidos, quem é o operador da câmera de todo filme? Mas, é verossímil, pq todo contexto é absurdo. Esse só é mais um;
- "US and A" é genial! Seria tipo: nós e eu? Em alguns sotaques o I pode soar como "ei" e ficar igual a A? Ou acabo de escrever bobagem? Acho que sim. Mas eu ria toda vez que ele falava "US and A";
- Não sei se o Borat sairia vivo do Brasil. Ou é preconceito meu contra meu próprio país?

segunda-feira, julho 20, 2015

Yin e yang

Como ler e ter sono
são ações atraentes,
logo
durmo e sonho
com a metade final
dos livros que deixei
no meio
quando apaguei.