quarta-feira, dezembro 21, 2005

Notas paulistanas 8 - Chuva

E eu achava que chovia muito em Londrina...

segunda-feira, dezembro 19, 2005

Assim parece

A ética pára onde começa o medo.

Rotina

De noite, empunhava sua guitarra, estufava os pulmões e cantava aos berros The Anti-Christ, do Slayer:

"I am the Antichrist
It's what I was meant to be
Your God left me behind
And set my soul to be free"
E, quando a galera delirava, gritava ele, agradecendo: "Fuck you aaaaaaall!!!"
De dia, pegava o violão e passava a manhã ensinando a filhinha tocar Os Cinco Patinhos, da Xuxa:
"Cinco patinhos foram passear
Além das montanhas
Para brincar
A mamãe gritou: Quá, quá, quá, quá
Mas só quatro patinhos voltaram de lá"
E quando ela acertava, dizia ele, todo orgulhoso: "Muuuuito beeeeeem!!!"

terça-feira, dezembro 13, 2005

Dia-a-dia

Somos quatro. Todos silenciosos, concentrados.
As cortinas estão fechadas. A luz, lá fora, é forte.
As paredes são brancas, um ou dois cartazes.
O carpete escuro está soltando-se do piso.
As janelas têm grades azuis e os vitrôs estão cerrados.
Engraçado que não esteja quente.

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Sono em alto-relevo

Sono...
Desabou na cama. Não se deu ao trabalho ao menos de pegar o travesseiro. Deitou-se como chegou, de roupa e tudo, em cima da colcha posta. Nem os sapatos tirou.

Não dormiu feito pedra. Sonhou - paradoxo! - que era uma borboleta. Voava, leve, pelos campos iluminados, por entre as flores amarelas, sentindo o ar repartir-se em dois a cada vai e vem de suas asas.

Aliás, que belo par! Multicoloridas, como vitrais de uma catedral antiga. Provocava inveja nas moscas, abelhas e grilos. Era a rainha da pradaria, a pequena que irradiava quando sacolejava as tintas de suas asas.

Tanta festa chamou a atenção de um caçador, que a perseguiu por três tardes. No fim da última, apanhou-a, trancou-a em um pote e voltou para a cidade.

Lá, vendeu a borboleta para um colecionador de insetos, que a matou e a espetou num mostruário.

A beleza que ela tinha havia toda se perdido. E o sono que ele tinha foi todo para o espaço. Acordou muito assustado.

Final do Mundial

Se der São Paulo e Liverpool na final do Mundial, muita coisa estará em jogo, não só um trofeu de futebol.
Será o combate entre o céu e o inferno.
Quem vencerá... Os tricolores paulistanos discípulos de Saulo de Tarso ou os Diabos Vermelhos da cidade dos Beatles?

Sei lá... 25 anos da morte do John Lennon, tudo pende para baixo.
Clamem às núvens, sãopaulinos: "Lady Maddona... Don't let me down!"

De qualquer forma, que vença o melhor.

sexta-feira, dezembro 09, 2005

Troca

Quanto menos eu falo,
mais as palavras crescem por dentro.

Eufêmicas

- Ai, baralho! A vida é soda!

Notas paulistanas 7 - Coleção de famosos

Minha coleção de famosos está aumentando.
Depois de ter visto o Nando Reis, o Rafa (VJ da MTV) e a Maria Cândida (do Guiness Book), ontem cruzei com o ator Murilo Rosa na Fnac da Paulista.

Já falei... Um dia ainda me deparo com a Madonna perambulando pelas ruas da cidade de São Paulo.

quinta-feira, dezembro 08, 2005

Conclusão após duras penas

Afinal,
O amor, a vida...
- É ritmo!

Rancor literário

Tudo tá me parecendo tão metido a besta...
Inclusive este Eita Peste! e seu autor.

quarta-feira, dezembro 07, 2005

Sina

O dia lindo e nós aqui, enfurnados.
Deus nos deu tudo, mas o homem só aproveita aquilo que ele próprio inventa.

terça-feira, dezembro 06, 2005

Diáspora

Houve um tempo em que as abelhas eram os seres mais inteligentes. Dominavam o mundo e não tinha para mais ninguém.
Um dia, em meio a tantas, nasceu uma sábia. Num sonho, ela previu a destruição de sua espécie: as abelhas iriam se multiplicar de tal forma descontrolada, que todo planeta Terra tornar-se-ia uma colméia gigantesca.
A sábia descreveu seu sonho na Assembléia Mundial. Atônitas, as outras abelhas decidiram que era tempo de desagregar. Assim, cada uma delas voou para bem longe - e nunca mais vieram a se encontrar.

É por isso que, hoje, existem colméias em todos os quatro cantos do mundo. Colméias pequena.

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Descoberta

Vasculhando na internet, encontrei, nada mais nada menos, que:


O Código do Samurai
Eu não tenho pais, faço do céu e da terra meus pais.
Eu não tenho casa, faço do mundo minha casa.
Eu não tenho poder divino, faço da honestidade meu poder divino.
Eu não tenho pretensões, faço da minha disciplina minha pretensão.
Eu não tenho poderes mágicos, faço da personalidade meus poderes mágicos.
Eu não tenho vida ou morte, faço das duas uma, tenho vida e morte.
Eu não tenho visão, faço da luz do trovão a minha visão.
Eu não tenho audição, faço da sensibilidade meus ouvidos.
Eu não tenho língua, faço da prontidão minha língua.
Eu não tenho leis, faço da auto-defesa minha lei.
Eu não tenho estratégia, faço do direito de matar e do direito de salvar vidas minha estratégia.
Eu não tenho projetos, faço do apego às oportunidades meus projetos.
Eu não tenho princípios, faço da adaptação a todas as circunstâncias meu princípio.
Eu não tenho táticas, faço da escassez e da abundância minha tática.
Eu não tenho talentos, faço da minha imaginação meus talentos.
Eu não tenho amigos, faço da minha mente minha única amiga.
Eu não tenho inimigos, faço do descuido meu inimigo.
Eu não tenho armadura, faço da benevolência minha armadura.
Eu não tenho espada, faço da perseverança minha espada.
Eu não tenho castelo, faço do caráter meu castelo.

V

Chega um dia em que a estrada bifurca.
Continuamos de mãos dadas e seguimos unidos ou vai cada um pelo seu caminho preferido?

As horas passam e incomodam.

sexta-feira, dezembro 02, 2005

Gritos na noite - Mocinho ou bandido?

Eu não sou ladrão! Eu não sou ladrão! Sou Polícia Civil! Eu não sou ladrão!!!

Era 1h01, exatamente. Fiquei na cama, encolhido, de ouvido em pé.
O homem continuou berrando por uns 20 minutos. Do lado de fora, carros chegando, saindo e gente conversando algo que não entendi.
Aos poucos, caí no sono novamente.

quinta-feira, dezembro 01, 2005

Lições da vida...

É hora de começar a beber leite.