sexta-feira, março 20, 2015

Queda

Meu cadarço
perdeu o laço,
tropiquei
e fui ao chão.

Gravidade
não vê idade,
sexo, cor
ou religião.

Minha sorte:
encontro o Norte
na palma estendida
da tua mão.

sexta-feira, março 13, 2015

Mais um

Perambulando, caí nisso AQUI, achei sensacional e decidi "recriar" (vulgo, chupinhar mesmo):

A VIDA LOKA DE RENNER

Todo mundo bebe
suas pingas e bate seus carros.
Tem quem nem bebe
e bate.
Três dias bebia sem comer.
Embriagado, bati.

Bati,
mas, estava com um mendigo.
Levava-o para casa.
Ia dar calça
uma camisa
e um sapato para ele, de presente.

Paramos antes num posto
e bebemos uma dose de vodca.
Uma dose, não uma garrafa
como estão dizendo.
Dei uns abraços para ver se ele tinha arma.

Ele estava no crack
e me contava como tudo
aconteceu quando aconteceu.
Bati
e não sei se ele ficou mais bravo
por causa da batida
ou por não ter ganhado
os presentes que prometi.

Fim de ano
é insuportável.
Fiquei sozinho,
minha mulher foi ver a família
no Espírito Santo.
Fim de ano some todo mundo
e o artista fica sozinho.

Já pedi desculpas para Deus
e ao público.
Um momento de fraqueza,
foi o que aconteceu.
Sou pessoa pública,
tudo fica dimensionado.
Zé bate carro todo dia
e ninguém quer filmar.

Fui convertido e batizado.
Arrumei um investidor
e vou cantar para Deus.
O mundo é legal,
mas são muitas as tentações.
A gente tem de se guardar.

Confissão

Eu
na festa do peão
dum rincão qualquer 
já poguei
ao som
de Capital 
Inicial.