sábado, dezembro 30, 2006

Coisas que a gente escuta em Martinópolis

- Não foi?, perguntou o bigodudo para o carteiro. Sem resposta, insistiu.
- Não foi que mataram Jesus na cruz?
- Fooooooi, respondeu o carteiro, que seguiu em frente.
- E sem ele merecer!, arrematou o bigodudo, que continuou seu caminho já falando sozinho.

sexta-feira, dezembro 29, 2006

Fim de ano

Por que se diz "virada de ano" quando vamos passar de 2006 para 2007, por exemplo?
O que é que tá virando? Não é uma coisa linear ir dum ano para o outro?
Ou a tal virada simboliza a mudança que cada um promete realizar quando um novo ano chega?
Ou se trata da volta que o calendário dá, quando viramos a folha de dezembro de 2006 para dar lugar à de janeiro de 2007?
Deve ser por aí... Como se o ano velho fosse uma página já lida e o ano novo a inédita em frente.
Que nossos livros sejam maiores e mais bacanas que as Barças de todos os anos alinhadas!

Boa leitura.

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Férias frustradas...

Não sou um cara que viaja muito. Gostaria, até, mas, como não tenho o costume, nem sei pra onde ir. Também falta dinheiro. Nunca andei de avião, nunca fui pro nordeste, esses lugares badalados. O caminho mais comum é voltar de São Paulo para a casa dos meus pais. Nem pra praia vou, já que não tenho carro e mal sei dirigir.

Assim, o esquema é aproveitar com os poucos recursos. Vamos ver se nessas férias faço isso, ao invés de vê-la passar sem ter honrado o prazer que a falta de trabalho nos dá.

terça-feira, dezembro 26, 2006

Volver e Infiltrados

Vocês assistiram?
Vi primeiro Volver. Uma semana depois, Infiltrados. Gostei - bastante - de ambos.
Volver só tem mulher e um homem que é o mote da história. Infiltrados só tem homem e uma mulher que é a solução da trama.
Volver é a tragédia e comédia duma família. Infiltrados é um caso de amor e ódio entre a máfia irlandesa e a polícia.
Volver tem a Penélope Cruz. Infiltrados não tem decote parecido.
Os dois têm diretores famosos. Filmes decentes, depois dos caras terem feito duas quase-porcarias.
O final de Volver amarra com o começo. O de Infiltrados também.
Volver só tem morenas. Infiltrados é empestiado de loiros e loira.
Volver é engraçado. Infiltrados também.
Volver é em Madri. Infiltrados em Boston.
Volver tem boas músicas. Infiltrados uma trilha f*dida!
E mortos. Ambos têm coisas com a morte.

Vá ver também "O Ano em que meus pais saíram de férias". Mui legal! Esse tem a seleção brasileira, coisa que nem Volver, nem Infiltrados, nem 2006 conseguiram ter.

Passa passa natalino...

Hohoho!
O Natal passou, a pança aumentou e é nóis na fita!
Papai Noel trupicou, caiu da chaminé, rasgou a perna esquerda e sangrou até a morte.
Mas, era noite de Natal, noite do menino Jisuis. Um milagre aconteceu e tudo voltou ao normal: afinal, para sempre vivem os seres imaginários.

Amém,
amém.

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Gente quieta

Gosto de gente quieta. Os que falam pouco e observam bastante. Os que se contentam com um cantinho aconchegante. Pra que mais, mais pra quê?

Hoje vai chover. Deixa a chuva cair.

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Porcaria

É perseguição, só pode. Todos os dias encontro pela rua alguém vestido com a camiseta do São Paulo!

Que vão a m*** todos estes ganhadores de títulos!

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Férias, eu gosto!

E quem não gosta? Fim de ano tá chegando e aqui no tramps vamos ter férias coletivas. Vou voltar pro meu sertão, ver a família, os parentes e amigos.

De Natal só quero um tênis novo, pois meus preferidos tão furados de tanto usar. De promessa para 2007, não fiz nenhuma; mas planos tenho alguns - que vão dar certo, de Deus quiser. Se Ele não "querer", fazer o quê, vamos tocando e tentando ser gente, enquanto elaboramos um plano B.

Férias vai ter muito descanso, AABB, tereré na casa dos Saques, futebol, churrasqueira, comida de casa, máquina de lavar e muito mais... Viagem não vai ter, preciso guardar dinheiro. Festinha vez ou outra, porque tô pra lá de sossegado. Briga e confusão, sai pra lá, pois não sou disso, ainda mais em fim de ano.

Bom seria se Martinópolis fosse à beira mar, e não na fronteira do Mato Grosso. Como não é, a gente se vira.

Ah, férias também vai ter muito desenho... Deles dependem, em parte, os planos de 2007.

terça-feira, dezembro 05, 2006

Presente de aniversário

Rrrrapaz, o Eita Peste! fez dois anos e acaba de receber um presente atrasado:

http://www.digestivocultural.com/blog/post.asp?codigo=1118

Obrigado Ana Claudia (que me deu a notícia) e muito obrigado Julio (que fez a nota)!

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Moby Dick

Depois de 666 páginas (isso aí, 666!) e três meses, terminei ontem de ler Moby Dick! Fosse eu um pouquinho mais nerd, daria uma festa comemorativa.

Cara, que livro bom. Vai se lascar, que livro bom! Não é um livro normal. É uma mistureba. O narrador começa em primeira pessoa, depois vai pra terceira, depois pra terceira onisciente. Tem horas que vira um monólogo, tem horas que vira uma peça de teatro (!) e por aí vai... Fora o estilo, cheio de frases longas, retorcidas de tantas vírgulas. Os personagens são todos malucos, usam as expressões mais complicadas do mundo, falam como se fossem profetas. Os diálogos... É como se fosse Jesus Cristo conversando com Maomé!

Fora que a trama em si não tem linearidade nenhuma. Tipo Machado de Assis, só que mais digressivo ainda. Ismael, o narrador, é fissurado pela coisa de explicar a baleia. Então, a maioria dos capítulos nem historinha tem. Ficam naquela coisa de dissecar as características do bicho: a cabeça, o comprimento, o esqueleto, o olhar, escritores que falaram das baleias, pintores que retrataram as baleias, e por aí vai. O fods é que não é chato, não mesmo. Porque o filho da mãe é irônico, filosófico, engraçado e místico. Não é só um romance, é uma mini-enciclopédia.

Há também as mil citações, as mil referências à Bíblia, principalmente ao Velho Testamento. Sem contar com as pistas que vão sendo deixadas ao longo da história como sinais do final inevitável.

Na internet, achei duas resenhas bem interessantes. Mas, sei lá... Leia o livro antes... Porque resenha sempre tira algumas surpresas.

http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=289

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-40142002000200014&script=sci_arttext

Só não consegui encontrar em canto algum por que a baleia se chama Moby Dick. Vai saber...

terça-feira, novembro 28, 2006

sexta-feira, novembro 24, 2006

\o/

Mas, se Jesus Cristo pregasse a escritores ao invés de pecadores, certamente diria:
"Atirai a primeira pedra quem nunca fez uma frase de efeito".

Se bem que Ele mesmo tem várias e nem escritor é.

quinta-feira, novembro 23, 2006

Ditado do leitor que lia um livro assombrado (melhorado)

"Frases de efeito são um horror!"

Ditado do leitor que lia um livro assombrado

"Frases de efeito me assustam!"



* "Um dia Matisse ressucita e troca a palheta do mundo" --> que frase mais PIMBA! Vai dormir com o bode!

Cores e cores

Certas combinações de cores só ficam boas quando quem as faz é bom.
Estamos há um mês do Natal e as ruas já estão pra lá de enfeitadas. Se na Copa do Mundo ninguém achava medonho sair todo verde amarelo pelas ruas, no Natal é a mesma coisa em relação ao verde e ao vermelho.
Sempre o verde... Seria perseguição minha? É que o verde não é frio, nem quente, nem neutro. Por isso, verde só fica bom com preto, com branco ou verde mesmo. Verde é verde e pronto. Se bem que, na verdade, o verde é amarelo + azul. Assim, a camiseta do Palmeiras é igual a do Boca Júniors!
Eu perdi o fio da meada e da razão, pois, pensando bem, gosto bastante da camiseta da Austrália, que inspirou a camiseta dos Beltranos - e ambas são verdes com detalhes amarelos.
Então, o que tanto me incomoda quando vejo essas combinações de cores estampando as ruas? Acho que é o cinza que as cerca. O cinza fode com tudo.
Um dia Matisse ressucita e troca a palheta do mundo.

Bom mesmo é comprar na feira!

Meu querido, se você está em São Paulo, dê uma passada na USP, dirija-se ao prédio do pessoal de Geografia e História e participe da 8ª Feira da USP!
Participe, no caso, significa "compre". Aproveite, tem lá mais de cem editoras, vendendo a 50% de desconto - ou mais! Já viu isso? Eu só vi lá.

Além do quê, se você é um cara formado e sente saudade dos "velhos tempos", trata-se de uma bela oportunidade. Na feira você vai cruzar com todas aquelas figurinhas típicas duma universidade pública: os velhos hipongas vendendo Caros Amigos, os novos hipinhos falando ao celular, moças de saia rodada e brincos de casca de árvore, seres com toquinhas de tricô em pleno calor de 30º, professores malucos que ainda acreditam na revolução, barbudos, barbudas e, de vez em quando, um playboy perdido no meio de tudo isso! Ê saudade da UELON (como diria minha apostila do Objetivo a respeito da lendária Universidade Estadual de Londrina)!

Veja bem, eu comprei cinco livros e gastei 54 reais!... Dois dos livros que comprei pagei dois reais! É mais barato que sebo!

Passa lá, meu... Passa lá que eu agarantcho.

quinta-feira, novembro 16, 2006

Londrina

Fim de semana passado estive em Londrina. Fazia um ano e meio que não voltava para lá. Cheguei às seis da manhã e estava tudo muito vazio: rodoviária, terminal de ônibus, ruas e avenidas. Mesmo para Londrina, era calma demais... O dia todo esta impressão permaneceu. Parecia domingo.
Deu vontade de ficar. Mas, voltei.
Em homenagem à cidade e inspirado num livro que li a um tempo, fiz o poeminha:
Londrina
Suas ruas
não têm curvas.
Mas, quando têm,
estou no centro.

segunda-feira, outubro 30, 2006

Superamigos

Super-Homem encontrou o Batman pendurado no alto dum edifício. Então, resolveu dar uma parada e jogar conversa fora.
- E aí, Batman? Tudo tranqüilo?
- Silêncio, homem! Estou trabalhando.
Super-Homem olhou para baixo. Uma guria caminhava num beco, sozinha. Pouco a frente, três caras esperavam o momento preciso.
- Temos que fazer alguma coisa, Batman! Eles vão atacá-la! Temos que deter esses bandidos!
- Já atacaram?
- Não...
- Então, não são bandidos.
Super-Homem voltou a olhar a cena. A moça cumprimentou os três. Eram velhos amigos. Esperavam-na para entrar na balada.
- Que droga, Batman! Como sou precipitado!
Batman, porém, já não estava mais lá. Saíra na surdina. Super-Homem, sem mais ter o que fazer, levantou vôo e foi-se embora para casa, encontrar Lois Lane.

***
Moral da história: Todo mundo, um dia, esculhamba o Super... Chegou a minha vez! Hohoho!

Achei!

Achei o CD, mesmo não tendo arrumado nada.

E o Barba ganhou, o Careca se ferrou e o Brasil vai voltar a ter um médico por pelo menos quatro anos, já que nada mais sobra para o Geraldones fazer. Ou sobra?

O que perdi agora foi meu título de eleitor... Onde será que enfiei esta inutilidade?

sexta-feira, outubro 27, 2006

Aaaaahhh

Puta que pariu, Batman!

Acho que perdi meu CD do Midnight Oil!!!
Já tá passando da hora de arrumar a casa.

Pé direito

Já acordou atrasado, num pulo só e, estranhamente, de bom humor?
Pois é... às vezes acontece.

Feriadão está chegando e isso não é nada mal.

segunda-feira, outubro 16, 2006

Oktoberfest 2006

Depois de quatro dias no sul curtindo os top hits da Alemanha, estamos de volta à terra da garoa. Pensando na festa, a conclusão é a de que a Oktoberfest divide-se em duas metades antagônicas.
A parte boa é a da verdadeira "festa estranha com gente esquisita": loiros e loiras muito brancos e altos, com trajes típicos engraçados, fazendo umas dancinhas divertidas, ao som de músicas pra lá de pitorescas. Você chega, acha tudo muito figurinha e cai na onda. Lá tava eu e toda minha turma erguendo o caneco e saudando sabe-se Deus o quê, pois, de alemão ich spreche gerade wenig. Quinta-feira foi assim, e foi demais.
A parte ruim é a dos turistas desesperados por álcool e mulher que tomam conta da festa, alastram-se feito vírus e contaminam toda aquela inocência que os blumenauenses passam quando vestem seus trajes de época. Sexta e, principalmente sábado, uma multidão pagante invade os pavilhões. Paulistas, cariocas, paraibanos, gente de todo canto, chapada até cair no chão, espreme-se. Meia hora para andar cem metros. Meia hora para pegar um chopp. Mais que isso para ir ao banheiro. Eu, desisti, parei à escadaria de uma lojinha e lá fiquei, de braços cruzados, olhando o aglomerado um tantinho mais de cima. Longe do espreme-espreme, do agarra-agarra, a festa até ficou mais gostosa. Mesmo assim, aquele que que eu tô fazendo aqui bateu e eu quase voltei para casa cantando Creep.
Blumenau e sua pacatice valeram a pena quando postas em contraste com São Paulo e sua azucrinação. Porém, a Blumenau de sábado quase matou a de quinta. Esta, contudo, foi tão boa, tão divertida, que este caipira sentiu-se no aconchego e, ao menos por um dia, tornou-se um verdadeiro alemão da Baviera.
Ano que vem volto ou não volto? Sim!, mas só de segunda à quinta.

quarta-feira, outubro 11, 2006

Reclamations

Se tem um horário ruim no dia é este que vai das duas, duas e meia, às quatro, quatro e pouco. Todo peso do dia que já foi e todo o peso do dia que lá vem caem simultaneamente e, putz!, como é difícil.

Fora o sono da noite mal dormida, fora as coisas de ontem que ainda não desenrolaram, mais as de amanhã que já perturbam a cabeça... Eita nóis...

terça-feira, outubro 10, 2006

Ditado do degustador perdido

"O que não é procura, é provação".

D.C.

Entra escândalo, sai escândalo, não importa. Ela continua fazendo pose em plena Avenida Sumaré. E só de calcinha.

sexta-feira, outubro 06, 2006

Pela rua

É bom sair na muvuca e ver milhares de rostos passarem e não se incomodar com isso. Deixe que eles passem. Não lhes interrompa o caminho. Para onde vão e de onde vêm não importa. Decifrar cada uma das expressões é besteira. Assim como esforçar-se para entender a razão de tão diferentes caras.
Olhe e só. E siga e seja feliz, assim, sem pensar em nada. O pensamento fala demais e a percepção é que é o bom silêncio.

segunda-feira, outubro 02, 2006

02/10

Parabéns, meu pai... Mais meio século de vida pra você!

...

Sinto cada dia que o grande barato é o fugaz. Passou, acabou. De volta ao zero, ao nunca mais. Porém, a arte, o amor - a vida, em si - pretendem o eterno, aquilo que está fora do tempo, do espaço - da dor - enfim. Que saco. Isso sim é que nos faz sofrer!
Bom é o que é, mas já está se indo; o que não prende, só resvala; o que não vive, revive.

sexta-feira, setembro 15, 2006

Cena um

Um calor infernal baixou na cidade de São Paulo. Os miolos fritam, as pessoas se irritam e o trânsito pára. Um helicóptero distante cruza o céu. Um sovaco fedido se aproxima. É hora de fechar os olhos, entrar em alfa e fingir que sou um monge budista.
"Um dia ainda compro um desses!"

quarta-feira, setembro 13, 2006

O maravilhoso mundo do horário político paulista

. Levy Fidelix e seu Eurotrem. "O futuro já! O futuro pra agora! O futuro que São Paulo precisa!!!". Fora que o cantor do jingle é fanho!
. Enéas Carneiro, o tartaruga ninja. "Com barba ou sem barba, meu nome é Enéas, 5656!!!". Medo.
. Maurício do Avestruz. Todo pimpão, com ar executivo, equilibrando-se no dorso da pobre ave africana.
. PL e suas estrelas alfa Agnaldo Timóteo, Aurélio Miguel e Adhemir da Guia. "Tá em dúvida em quem votar para deputado estadual/federal, tecle 22 e confirma!" E o Adhemir era do Partido Comunista e ídolo-mor do Palmeiras. Esse mundo...
. Suplicy e seus pimpolhos. Supla, o marido da Maria Paula, o outro cujo nome só Deus sabe e o próprio Bob Pai batendo aquele papinho informal em frente as câmeras. Quase um Big Brother.
. Lula. Peace and love forever. Afinal, não é ele quem vai revidar as críticas, e sim a História e a tal da Voz do Povo. Isso é que eu chamo de aliados de peso!
. PCO. "O PCO chama a população e suas organizações de luta...". O cérebro destes comunistas ruiu junto com o muro de Berlim, só pode!
. Candidatos radialistas. Voz emp(b)ostada, sorriso gentil, olhar amigo, gestos dosados... Lembram do Scar, do Rei Leão?
. Candidatos pastores/bispos/missionários. "Em nome do senhor Jesus" a p* que pariu!
. Candidatas feministas. "Está na hora de uma mulher no poder". O poder, o poder... Que obsessão!
. Paulo Maluf. Razão da existência de seres bizonhos chamados malufistas, únicos na face da Terra que conseguem ser mais chatos que corinthianos.
. Clodovil Hernandes. "Brasília nunca mais será a mesma!" Sorte dele que Simão Bacamarte não está mais entre nós...
. José Serra. Ele vai ganhar e publicar um documento garantindo que vai permanecer no governo do estado até o fim do mandato.
. Geraldo Alkmin. "Seriedade e trabalho". Ou vice-versa. Ou re-vice-versa. Ou re-re-vice-versa, porque ele só sabe falar isso.
. Quércia. Por favor, alguém tire as batatas da boca desse cara!
. Coronel Ubiratan. Porque usar o número 14.111 foi uma sacada de péssimo gosto. Mas, este já foi pro saco. Quem sabe mais algum não o acompanha até 1º de outubro.

terça-feira, setembro 05, 2006

Tomara!

Sabe aqueles dias em que tudo dá errado e você passa as horas investigando que raios te tirou da cama? Geralmente, eles acabam bem.

segunda-feira, setembro 04, 2006

Santos 5 x 1 Palmeiras

Deu até gosto de ver... Porque quando a gente perde, a gente perde bonito!

domingo, agosto 27, 2006

Será?

Foi só os caipiras na capital inventarem de ir à praia amanhã cedo que o tempo virou: do calor infernal à ventania que antecipa a chuva.

Será que ela vem?

terça-feira, agosto 22, 2006

Canções

Algumas canções têm umas letras tão abstratas e poéticas que a própria Poesia e a própria Abstração se abraçam e choram, pois não entendem nada do que tá alí. Por exemplo, esta:
"Quando Deus te desenhô, ele tava namoranu...
Quando Deus te desenhô, lá lá, ele tava namoranu
Na beira du maaar, na beira du mar du amor...
Na beira du maaar, na beira du mar du amooooooooor!"

Não sei vocês, mas eu sinto muita pena dessa namorada de Deus... Isso não era hora de desenhar! Talvez Ele seja um profissional do traço e tava com o prazo ultra-estourado, mesmo assim, não justifica. Ela deve estar p da vida. Porém, né, temos de pagar pau, pois desenhar e namorar ao mesmo tempo não é tarefa fácil - só o Pai mesmo. Aliás, quem será a tal guria, que nem a Caras (nem a Bíblia!) ouviu falar? Ainda bem que temos o Armandinho e sua bela canção, senão, nem namorada saberíamos que Ele tinha! Realmente: Armandinho, o iluminado! Contudo, nem ele sabe nos dizer uma coisa: mar do amor? Mar do amor??? Que p*** é essa?
Muito complicado.

sexta-feira, agosto 18, 2006

Revolução

O maior martírio do mundo moderno, em que trabalhar é tudo, o dinheiro é pouco e o resto é resto, certamente, é levantar pela manhã.
Digo levantar, não acordar. Acordar nem é tão difícil. Mas, levantar, nossa! O rádio-relógio toca e você não acredita. Fica mais cinco minutos, duram cinco segundos, olha de novo as horas e não acredita. Gira pro outro lado, envia a cabeça no travesseiro e se pergunta: "por quê"? A resposta não vem, é o sono quem volta e, sem perceber, você já está mais cinco minutos avançado no tempo, acordando num pulo, a cabeça tilintando de tanto lembrar as tarefas do dia que chega.
Isso acontece até com os vagabundos. Mesmo os bebês devem viver este embate matinal. O sono é tão bom, a mente esfria, nos leva pra outro lugar. Porém, as horas passam e cada grão que desce pelo funil da ampulheta nos arrasta e nos enterra mais.
Morte ao despertador, inimigo-mor da humanidade, vilão inclemente, sádico, torturador, que nos lembra toda manhã o quanto de nada valem nossas vontades, o quanto a vida é sem sentido, o quanto o homem é controlado pelas próprias regras que cria.
Um dia o sono coletivo vai ser tão grande que se tranformará na greve mais poderosa, generalizada, abarcando todas as classes, estendendo-se por todo mundo. E a causa não será outra senão a única que valhe a pena. Salário baixo, direitos ausentes, chefe opressor, transtornos outros, tudo isso é consequência. Pois a luta é contra os cegos, surdos, insípidos e inodoros que nos tornamos cada um de nós a nós mesmos.
E, neste dia, quantos todos assim, simplesmente, dormirem, a energia da Terra vai ser tão boa que Ele vai deixar o universo em que se esconde e voltar pra ver e reconhecer que, de novo, nos tornanamos um lugar bacana para se morar.
Então, enfim, durmiremos com Deus, como desejam nossos pais há séculos.

quarta-feira, agosto 16, 2006

Nota

Meu povo, o Eita Peste! tá abandonado, mas vive!
Não tenho escrito porque tô sem assunto. Mesmo assim, algumas novidades pintaram por aqui, mesmo que ninguém tenha reparado.
Apaguei alguns (vários) textos. Tirei quase todas as poesias e posts sem dose de cotidiano. Deixei alguns, por serem bobinhos ao ponto de descartáveis e tudo mais. Acho que fica melhor assim, o blog mais perto do chão, sem literatura, mais jornalzinho furreca das coisas que vejo/escuto/cheio/etc por aí.
Além disso, ao invés de "alinhado à esquerda", agora vai tudo "justificado".
Em breve nóis vorta, quem sabe.

quinta-feira, agosto 03, 2006

Eleições 2006

Tava pensando em votar nulo. E ia fazê-lo sem dor na consciência.

Nunca fui e não sou interessado por política. Mas, como dizem (e o dizem com razão) a política está no dia-dia de cada um. Nós a praticamos inconscientemente. Se um nobre pensador da antiguidade não tivesse criado o termo política, em si, ela seria até mesmo mais legal, pois hoje em dia estaria livre dos pré e pós conceitos que adquiriu desde que inventaram tal palavrinha. Pois, como disse o Neil Gaiman: "o nome é a primeira coisa que a gente esquece", ou algo assim. Vai-se o nome, fica o que ele trouxe consigo.

Bom, ia votar nulo não porque a política é uma droga, ou porque a meia dúzia de partidos brasileiros são hexagêmeos, ou porque os políticos são, majoritariamente, mafiosos interesseiros. Ia votar nulo por falta de interesse, simplesmente por falta de vontade em opinar. Esta falta de vontade não seria culpa única da bagunça que fez o PT (partido que até 2002 depositei fé) e seus aliados na política nacional. Seria, antes, coisa minha.

Oras, o voto nulo é tão legítimo quanto escolher o candidato X ou Y. Ele representa o "lavo minhas mãos" de Pilatos, o zero na aritmética, ou ainda o "ah, você que sabe" que a gente diz pra namorada quando não resolve bem qual filme ver no cinema. Hoje em dia, acho mesmo que desde sempre, a família, os amigos e a sociedade cobram do indivíduo uma opinião. Eis a questão: minha cabeça nunca teve grande vocação para ponto final. Sou muito mais o de interrogação.

Isso, na maioria das vezes, é uma droga! Continhas de mais acabam se transformando em equações do vigésimo grau, tantas as variáveis que uma personalidade rocambolesca é capaz de inserir no assunto.

Em 2002, contrariando meu próprio jeito de ser, tinha certeza de que o Lula era a melhor opção. Sabia que ele não traria a revolução, mas tinha plena confiança de que seu governo seria diferente dos oito péssimos anos anteriores. Hoje vejo que não foi a esperança que venceu o medo, e sim a ilusão.

Neste ano, não sei quem é o melhor. Só sei que não quero o Lula novamente, e isso já abre uma possibilidade de escolha aos outros cinco candidatos. Já é um passo para não anular o voto. Mas, desses cinco, quem? As dúvidas vêm e não se vão.

Tava pensando em votar nulo. E, talvez, ainda vote. Ou, talvez, ainda caia no clichê e escolha o "menos pior". Não é uma má idéia. Afinal, não me comporto como o melhor dos eleitores.

terça-feira, agosto 01, 2006

1 ano

Um ano de trampo hoje!
Eita nóis...

quinta-feira, julho 27, 2006

Colagem

Picasso amou sete mulheres ao longo da vida. Óbvio: sete são os pecados capitais - e também as cores do arco-íris.

quarta-feira, julho 26, 2006

Alívio

Geralmente, a vida é entediante. E isso não é ruim. Aventura demais é coisa do Rambo: na hora é legal, mas deixa seqüelas. É bom quando tudo segue em frente, em linha reta. Paradoxalmente, isso que é o tédio supremo, quase nunca acontece. Tocamos as coisas aos trancos e barrancos, do jeito que dá - e dói. "Para ser grande, sê inteiro". Entretanto, tudo não passa de um gigantesco rascunho. De lado os planos, de lado as metas. De lado os sonhos, as meditações, os esquemas perfeitos. É no esboço que se ganha a vida!

sexta-feira, julho 21, 2006

Minnie

Dois dias atrás, a veterinária apanhou Minnie na casa de meus avós e levou-a para o sacrifício. Há quatro dias a cadelinha vira-lata não comia. Estava cega, surda, arrastando as patas de trás e com um imenso tumor no lado direito do abdôme.

Minnie contava 17 anos de vida. 17 anos! Nasceu em julho de 1989, ano de Collor no poder e do Bateau Mouche debaixo d´água. Viveu a pasmaceira dos anos 90, o grunge, o tetra, o vice na França, o Lula perdendo - duas vezes. Chegou ao século 21 firme e forte. Passou pelas torres gêmeas, pelo Osama, Sadam, George W. Bush, o penta, o Lula vencendo, a tsunami no oriente, Iraque, Afeganistão, PCC, Fernandinho Beira-Mar - sem contar a quarta-de-final mais medíocre da história das Copas e a cabeçada irrepreensível do Zidane. Há um ano, começaram os problemas. De lá pra cá, ladeira abaixo. Coitada.

Na verdade, né, a cachorrinha não viu nada disso. O que fez da vida foi comer, dormir, latir - e repetir e repetir tal ciclo infinitamente, sem remorso algum. Uma vida completamente besta, aparentemente; mas, eu não acho não.

Não que eu queira da vida somente dormir, comer e latir... Contudo, eu seria um cara melhor, seríamos todos homens melhores se movêssemos só quando necessário. O resto, a quietude preencheria.

Quanto à Minnie, era uma cadelinha brava e companheira. Deve estar no céu dos caninos, num castelo feito de osso, mordendo o rabo do gato mais próximo - exatamente como vi num desenho do Pluto, ontem.

segunda-feira, julho 10, 2006

Dejecção

Cara, foi minúcia demais ou espontaneidade em excesso, ou talvez somente eu implicando com a sinceridade alheia. E que sinceridade!

Hoje, tava no ponto voltando do trampo um tanto ansioso, pois o busão não passava e meus pés estavam molhados e coçando por causa da chuva que tomei de manhã e do frio do dia todo que não fez nada secar.
Em meio a tudo isso, passa um ônibus. Era o terceiro Pinheiros que vinha - e nada do Vila Mariana. Um senhor de bigodes que estava do meu lado soltou um "não é possível!" e me olhou na cara. Olhei na cara dele e disse "pois é, faz 20 minutos que tô aqui e nada..."

Homem das ciências, explanador, bateu-lhe a vontade de justificar os motivos e, assim ele fechou nossa conversa com chave de ouro: "eu já tinha vindo pro ponto. Mas, me deu uma diarréia, uma dor de barriga que eu tive que voltar pra empresa. Deve ter passado nesse tempinho que fiquei por lá!"

Culpa da maionese, só pode.

Grand finale

Zidane deu uma de bode e a Copa do Mundo terminou em pizza!

Viva a Azzurra!

quarta-feira, julho 05, 2006

Viva Portugal!

E não é que eu fui liberado do trampo para assistir ao jogo!!!

Esse Felipão tem mais poderes do que eu imaginava.

terça-feira, julho 04, 2006

A Copa ainda não acabou

Rapaz, fui me tocar hoje que só sobraram na Copa os povos que formam meu sangue! Alemanha, Itália, França e Portugal. Sendo assim, qualquer um que vença, 1/4 de mim vence junto também. Hehe!

Mas, vou torcer pra Portugal. Afinal, Felipão é o cara e a terrinha tem a raça que eu queria na Seleção, ora pois.

domingo, julho 02, 2006

C´est la vie

O sino badalou seis horas e a noite caiu triste.
Perder faz parte, mas, perder daquele jeito?
Tem gente que ficou indignada, outros decepcionados. Em mim, bateu o desânimo. Copa do Mundo introjeta-se no povo brasileiro. Ficamos órfãos em plena gravidez.
Contudo, a vida continua e futebol não paga as contas. Não as minhas, pelo menos.
Parabéns ao Lúcio, Juan e Zé Roberto.

Que agora o Felipão cuide dos franceses!

sábado, julho 01, 2006

Brasil x França

Finalmente! Aleluia! Antes tarde do que nunca!

O Parreira ouviu a voz do povo, tirou o Adriano e colocou o Juninho Pernambucano!
Aliás, este, o único a responder a tontice que disse o Henry. Tomara que ele cale a boca do francês também em campo.

Agora, teoricamente, o Gaúcho vai jogar lá na frente, como faz no Barcelona. E eu quero parar de ouvir neguinho na rua gritar: "também, ele não tá jogando na posição que gosta!"
Se vira, rapá! Tu não nasceu quadrado!

quinta-feira, junho 29, 2006

Viva o Gordo!

O Gordo é o cara não só porque é o rei da superação. Ele também dá as melhores respostas e cala a boca de todo mundo não só em campo. Vale a pena ver de novo:

I
Lula: "Parreira, eu tô preocupado... O Ronaldo está em forma?"
Gordo: "É tão verdade que eu tô fora de forma quanto é que o senhor bebe demais."

II
Gordo, aos repórteres após o sono que lhe bateu no primeiro jogo da Copa: "Não tá escrito em nenhuma cartilha que eu tenho que jogar todo jogo bem."

III
Gordo, ao Pedro Bial, senão me engano: "Paciência é uma palavra que sempre acompanhou minha carreira".

Será que ele bola tudo da própria cachola ou tem um Duda Mendonça sussurando-lhe nos ouvidos? Pouco importa. Que venham Zidane e sua trupe!

Trucagem

Meu querido, minha querida... Olha só o que acabei de aprender aqui no trampo.
Vá ao Google e digite "maior mentiroso do brasil". Em seguida, clique em "Estou com sorte".

Esse Google realmente é um cara esperto.

terça-feira, junho 27, 2006

O mundo é uma bola...

... E o dono da bola somos nós.

Brasil x Gana

Menos de uma hora para o jogo e as primeiras buzinas começam a perturbar o sossego da rua. Nós aqui, no trabalho, preparamo-nos. A camisa verde-amarela tá debaixo da jaqueta; a cabeça e o peito lá longe, na Alemanha.

Copa do mundo é contraproducente. Mas, e daí? O mundo fica em festa, deixa as agruras de lado e volta a ser o que realmente é: uma bola.

terça-feira, junho 13, 2006

Estréia da seleção

A Copa do Mundo chega e ninguém mais acha ridículo sair todo verde-amarelo nas ruas.

Tô com pressentimento de que vai ser 6 a zero pro Brasil, hoje. Afinal, otimismo pouco é bobagem! Rumo ao Hexa!!!
* * * * * *

terça-feira, junho 06, 2006

06/06/06

Que "número da besta" o caceta!

Deus é pai e proteje os que acreditam nos números repetidos : )

quinta-feira, junho 01, 2006

Flamengo 2 x 1 Palmeiras


"Perdemos a confiança para jogar" - Paulo Baier
Que venha a Copa do Mundo, pelo amor de Deus!!!

terça-feira, maio 30, 2006

Sorte no orkut

Sorte no orkut de ontem, totalmente gay e sibilante:

"Seu sorriso singelo será sua salvaguarda garantida"

domingo, maio 28, 2006

Separados no nascimento

Cara, já devem ter dito isso por aí, mas... digo cá agora, também.
A Vanessa da Mata é a irmã brasileira do Slash.

Bem mais bonitinha, lógico.

Crise em Sampa

Todo esse alvoroço aqui em Sampa e eu não comentei nada. Até agora:

Que mané Exército, Polícia Federal e o escambal! Taca o Jack Bauer na cidade que esse PCC não dura 24 horas!!!

Shit news

Eu e Renato, vulgo Boy, my old old friend, no msn:

Lucas diz:
"cara... hahahahaha... olha que supernotícia bizarra eu li agora:"
Lucas diz:
"Queridão"
"Desde que operou o cérebro, Keith Richards vem dando ontensivamente em cima de Mick Jagger. Os médicos não sabem dizer que diabos deu errado"
Renato diz:
"bota bizarra nisso... ahahahahhaah"
Lucas diz:
"que nojo! hahahahahaha"
Renato diz:
"pode crer"
Renato diz:
"falando em noticia bizarra"
Renato diz:
"outro dia eu li uma manchete"
Renato diz:
"ivete sangalo agita rock in rio lisboa"... putz, ivete não é rock... lisboa não é rio... nada faz sentido nessa vida mesmo... rsrsrsrs"

Nada mesmo!

quinta-feira, maio 25, 2006

Fast food (ma non troppo)

Ontem, 9 e tanto da noite, enquanto esperava meu pedido chegar, na fila do McDonalds mais lento do Brasil (o do Shopping Higienópolis), olhei bem de perto um cartaz e cheguei à conclusão de que o Ronald McDonalds é um traveco!

Sinais da idade

Caceta, acho que estou ficando velho rápido demais. Eis alguns sinais:

. Minha perna esquerda, na altura do joelho, vira e mexe, dá umas pontadas. Deve ser circulação.
. Meu joelho direito, sempre que faz frio ou quando me abaixo, dói. Torci jogando bola há dois meses e ainda tá assim.
. Chego em casa do trabalho, deito no sofá pra ver TV e, uia, abro o olho e já é dia claro do outro dia!
. No fim de semana, que eu posso dormir até meio-dia, acordo 10, 10 e meia, quando não antes.
. 30% do meu cabelo é composto por fios brancos... Te cuida, Cid Moreira!
. Tenho alergia a tudo! Abelha, insetos outros, dipirona. Até paracetamol não tô podendo tomar! Tudo por causa daquele marimbondo fila da mãe em 2001...
. Tenho a maior dificuldade para enxergar que busão vem vindo de noite. Aperto os olhos e o letreiro embaça ainda mais. Só quando o ônibus chega ao ponto é que percebo: "Ufa! O Vila Mariana!"

Mas, uma coisa nunca nunca muda.

quarta-feira, maio 17, 2006

É elaaaaaa? Ôeeeee!

Tá vendo a Paulinha_24 aí em cima? Velha conhecida de quem tem email no Yahoo.

Tenho quase certeza de que ela também é a moça que ostenta as axilas levantadas e o bocão aberto na propaganda da Rexona que está em 9 de 10 outdoors de São Paulo.

Paulinha, se você porventura lê este blog, responda: acertei ou delirei?

Ditado do boi que pasta e caga feliz

"É fazendo merda que se aduba a vida".

terça-feira, maio 16, 2006

Ditado do carrasco

"Você não é feliz se não faz alguém sofrer".

terça-feira, maio 09, 2006

Parada de sucessos

Quem assistiu "O Aviador" lembra-se do personagem do DiCaprio, cheio de manias. Uma delas era repetir a toda hora, como um disco enroscado, "the way to the future, the way to the future, the way to the future..."

Hoje, em meio à multidão dentro do busão, um senhor, com um certo quê de loucura nos olhos, fez seu próprio refrão: "é isso aí! é isso aí! é isso aí!"

Comparado ao do Howard Hughes, ficou meio furreca. Mas, eu garanto, a determinação era a mesma... Seja lá o que aquilo alí fosse.

sexta-feira, maio 05, 2006

Começa o dia, que alegria!

Sono bom, quentinho debaixo da coberta. De repente:
- You're my wonderwa-aaaaaall!
Era o rádio-relógio, berrando com a voz do Lian Gallagher...

...Wonderwall! Isso é música para acordar um ser humano?

quinta-feira, maio 04, 2006

Filosofia pragmática

Depois de um Pompéia meio cheio, sempre vem um Pompéia meio vazio.

sexta-feira, abril 28, 2006

Ditado

Para bom entendedor, (caramba, foi tão fácil assim descobrir a brincadeira!) :)

quinta-feira, abril 27, 2006

O mundo dos homens

Façamos as contas baseadas em meu próprio cotidiano, exemplo mais a mão que tenho.

O dia tem 24 horas. Dizem que, para se viver bem, devemos dividi-lo em três: oito horas de sono, oito de trabalho, oito de lazer. Façamos as contas.

- Trabalho nove horas por dia.
- Tenho uma hora de almoço.
- Ida e volta, meu trajeto de ônibus é de três horas.
- Oras, não almoço em casa, além disso, só pego condução para chegar e voltar da empresa...
- Total: dedico ao trabalho 13 horas. Mais da metade do dia!

Se contarmos que, quando chego em casa, tenho que fazer janta, tomar banho, arrumar a casa e outras coisas amelísticas, o que sobra? Sobra pouco ou quase nada. É nesse espaço que faço meus desenhos. :)

Tá certo... Nem máquina agüenta trabalhar 9, 10, 11 horas sem parar. Agora mesmo, estou aqui, enrolando. Também, não estou reclamando... Ah, estou sim!; contudo, tenho consciência de que minha rotina não é das piores. Tem gente que não tem horário para ir embora. Tem gente que não vai embora quando sai do trabalho: tem inglês, faculdade etc.

O esmagador é constatar o tempo que sacrificamos para bancar as necessidades BÁSICAS da vida moderna: casa para morar, filhos para criar, rango, água, luz, telefone... É duro você enxergar que, todo esse esforço é para simplesmente manter o horizonte no lugar, sem nenhuma paisagem nova.

Poderia ser pior? Claro que poderia... Poderíamos estar vivendo em tempos de guerra, na era do gelo... Poderíamos ser formigas, que não conhecem outra coisa a não ser carregar peso para a rainha botar ovos.

Mas, cada homem é um bicho que não se contenta em ser simples célula da sociedade. Consciência é fogo! Dentro de cada um de nós habita um universo particular. E nossa vida, nossa vida de verdade, é vivida dentro deste universo.

O que sustenta nossa permanência no outro, neste comum a todos nós? Acredito que seja a cobiça de conhecer e tornar parte do seu o universo alheio. O amor, resumindo.

Por isso, é o amor é faca de dois gumes. Ampliar nosso próprio universo dá um prazer imenso, porém, a conquista nunca é completa.

Mesmo assim, é o que nos mantém humanos.

(Ave, que filosofagem de boteco!)

quarta-feira, abril 26, 2006

Palmeiras x São Paulo

Nem queria ver, mas vou acabar vendo. Pior, com um monte de sãopaulino em volta! Tem nada não... Tá no inferno, abraça o capeta! Quem sabe ele não tem a solução pra vencer o time do santo.

terça-feira, abril 25, 2006

Dois ou um?

Noite dentro
desenhando

Sono lento
vem chegando

Vou-me embora
vou dormir

Ou fico aqui
trabalhando?

Metade deita
metade pisca

Direita segura o lápis
esquerda segura a cuca...

Quem vencerá
esta luta?

segunda-feira, abril 24, 2006

Domingóvski

Pra fechar o fim de semana de feriado, ontem foi bom. Show do Tom Zé!

Aloprado, falador, desconexo, desorientado, doidão, perdidão, empolgado, apaixonado, inundado de idéias, bons músicos, um batera muitcho fera, baixão daquele jeito, backing vocal graciosa, plateia legal, Sesc Santana, que eu não conhecia! Teve mais, muito mais. Mas, deixa guardado, senão se perde.

Não bastasse, encontrei velhos amigos, povo da facul que não via há mais de ano! Natália voltou da Inglaterra e já partiu para Brasília. De mala e tudo ela e a Laila no show, que veio de Londrina ver o Vítor. Vitão, judiado, trabalhando feito um doido, é isso que dá ser recém-formado: semi-escravidão! Ana Paula, tava devagarinha, mas ela eu vejo sempre... Que seja assim com todo o resto!

"Tô te explicando, pra te confundir..."

quinta-feira, abril 20, 2006

Luz e sombra

Há pessoas que são verdadeiros poços de energia: sempre alegres, pra frente, acreditando que as coisas darão certo, que o mundo será de paz, que o homem é um bicho bom, que o céu é lindo todo cheio de estrelas, que o mar é azul e infinito, que Deus é pai e fiel... E por aí vai.

Óbvio, conviver com gente assim, principalmente se você não é tão deslumbrado desse jeito, é uma beleza. A pessoa te carrega com ela, te faz ver a vida com olhos iluminados.

Outras pessoas, são baixo astral: tudo são fezes, a teoria da conspiração age em nível molecular, Deus é um gozador, a natureza é viadagem, os prazeres são volúveis e a vida desimportante. Gente assim é um saco, mas nem sempre.

É bom, muito bom, bão demais quando um desses cabisbaixos tem um lampejo. Tanta sombra os envolve que quando algo de dentro brilha, é tão leve e forte que até parece um cometa: sai e traça um caminho tão nítido que todos em volta ficam afim de segui-lo. Venha o que vier, pouco importa.

Agora pouco teve um troço assim aqui no trabalho. Tomara que este cometa nos leve por um bom caminho.

quarta-feira, abril 19, 2006

Figurinhas


Estou prestes a fazer uma cagada monetária.

Anteontem fui à banca perto do trampo comprar o Jornal do Brasil (acabei saindo com a nova edição do V de Vingança). Eis que aparece uma mãe ansiosa e pergunta ao jornaleiro:

- O senhor tem aí o álbum de figurinhas da Copa?

- Tenho sim.

- Nossa! Me dá um... Meu filho tá desesperado por causa desse troço!

Ela pegou o álbum e foi-se. Eu fiquei, lembrando dos "velhos tempos". Toda molecada tinha esse álbum. Este que eu digo é o da Copa de 94. Todo mundo tinha! Levávamos as figurinhas na escola pra trocar, às vezes uma por uma, outras duas por uma, três, dez... Dependia do jogador.

Interessante é que muito pé torto que jamais teria destaque em campo tornava-se estrela por ser um rosto difícil de sair. Lembro do Tony Meola, goleiro dos EUA, filho da mãe... A última figurinha que consegui! Não completei o álbum. Se a memória não falha, faltam ainda 16 cromos.

Ainda mais velho que este, havia outro que eu adorava: Calafrio. Muitos devem se lembrar: era um álbum com figurinhas de monstros. Metade deles eram batizados com nomes comuns. Pedro era o mais conhecido: um guri morto-vivo segurando a própria cabeça. A outra metade era de figurinhas brilhantes, com os monstrões pintados estilo prancha de skate. O mais famoso era Dakar, uma caveira com umas faixas enroladas na cabeça. Eram as duas principais figurinhas do álbum. Também não completei. Faltou uma só, um bode cadáver da parte das brilhantes.

O da Copa 94 tenho guardado. O Calafrio, perdi. Tenho ainda três ou quatro daqueles que vinham no chocolate Supresa, e outros que vinham nos salgadinhos Elma Chips.

São as pequenas coisas que fazem um cara feliz. Era emoção de verdade abrir o pacotinho e tirar uma daquelas que ninguém tinha! Você se sentia um cara importante, possuidor de uma raridade. Forçando a barra, nos ensinava a valorizar os bons momentos e desprezar a rotina.

E agora? Compro ou não esse 2006? São quase 600 figurinhas! Cada pacotinho custa 50 centavos... Vai ter que ser tudo do bolso, pois será difícil arrumar alguém que queira trocar as repetidas. Não adianta a gente simular a infância, porque ela não volta.
Mas, nem é esta a intenção. Só gostei de ver aquela mãe toda atrapalhada e feliz para comprar uma "porcaria" de um álbum de figurinhas para o filho. Tomara que ele o complete e o guarde com carinho.

segunda-feira, abril 17, 2006

Velhos tempos...

Chega de Bruce Wayne.
Dark Knight returns.

sexta-feira, abril 07, 2006

Noite do Senhor

Tão cheia fica a porta
que vaza e cai na avenida.
O trânsito pára e espera
os fiéis enfiarem-se lá dentro.
Tanta gente tem
que o pastor, empolgado,
pensa que prega no próprio
Templo de Jerusalém.
Amém! Aleluia! Hosana nas alturas!
e Ele afasta todas as agruras,
tanto oram que a hora passa e não se vê.
O trânsito de novo entope-se de Evangelho.
Voltam felizes, a Palavra no sovaco,
repartindo-se pelas ruas,
enchendo as conduções,
em nome de Jesus.

quinta-feira, abril 06, 2006

E...

Outras horas o que bate mesmo é o sono.
Se estivesse em casa, eu já estaria dormindo.
Como não estou, pesco - sem nem precisar de isca, água ou peixe.

[Bocejo]

Fatal Fury

Têm horas que bate uma fúria por dentro que dá vontade de arrancar a cabeça do lugar e socá-la na parede, até que só reste os miolos enxarcados de sangue escorrendo pelas mãos.

Mas, a gente sabe de antemão que isso dói. Então, não faz é nada.
E o mundo segue com todos de cabeça bem posta, em cima do pescoço.

Do inferno

Ah! Rolo da bixiga!
Um dia ainda sento a bica em tudo e mando pra estratosfera, lá perto do major Marcos Pontes!

quarta-feira, abril 05, 2006

Tilt

Tô meio avoado ultimamente.
Sabe quando tem um monte de coisas dentro e você não quer soltar nenhuma, porque elas estão bem onde estão? Então.

Avoado, por quê? Porque fico curtindo...

segunda-feira, abril 03, 2006

Mundo dos quadrinhos

Eu, como um cara que gosta de quadrinhos, fico feliz e triste pelas inúmeras novidades que as editoras andam soltando, todos os meses, em bancas e livrarias.
Feliz porque as opções nunca foram tantas e tão boas.
Triste porque é tudo muito e muito caro! Simplesmente não dá para comprar.
Pelo menos isso exercita nosso desapego aos bens materiais, e eu não estou sendo cínico quando digo isso.

Na lista, porém, estão:
. Corto Maltese
. Avenida Dropsie
. Deus 1 e 2

Fora as de todo mês:
. Demolidor
. Aventuras de uma criminóloga
. Lobo Solitário

E as de vez em quando:
. Mágico Vento
. Um ou outro especial da Panini
. O melhor da Disney: histórias completas de Carl Barks
. Uma ou outra da Turma da Mônica

quinta-feira, março 30, 2006

O verdadeiro...


O verdadeiro cê ú do mundo!

terça-feira, março 28, 2006

Desenhar

Desenhar é bem mais difícil que escrever. Escrever "maomeno" não requer grandes esforços. Oras, todos estamos habituados a lidar com a língua desde pequeninos! Na escola, do maternal ao terceiro colegial, nos ensinam a juntar as letras e formar palavras, juntas palavras e formar frases - e daí orações, parágrafos, textos etc.

Desenhar ninguém aprende. Você, um dia, rabisca algo meio que sem querer, olha aquilo e repara: "nossa, até que ficou legal!". Os amigos olham e também acham bacana. De mão em mão, teu rabisco roda a sala toda e te transforma no desenhista oficial da turma. Porém, isso não quer dizer que você saiba desenhar. Afinal, só sabe quem aprende - e, relembremos, ninguém te ensinou a fazer isso.

O que deve ser relevado é que, tecnicamente, todos conseguem desenhar. O princípio é o mesmo: se, para formar uma palavra, precisamos unir as letras certas, para fazer uma figura, é preciso arranjar as linhas certas. Entretanto, ninguém que consegue fazer casinha com chaminé soltando fumacinha vai bater no peito e sair por aí dizendo: "eu desenho!". Homem estranho, pois quando transportamos esta lógica à escrita, qualquer um que consiga elaborar a frase mais simples pode dizer: "eu sei escrever".

Sabe mesmo? Escrever é só isso? Por que desenhar também não é só assim, então? Caramba!, desenhar não é vocação, não "tem que nascer sabendo", muito menos depende de inspiração. Quanta baboseira!

Como toda atividade que requer coordenação e concentração, desenhar é, em parte, exercício. É a fase quantitativa da coisa: quanto mais, melhor. O mesma serve para jogar bola, montar um quebra-cabeças, jogar video-game...

Como toda atividade que exige massa cinzenta, desenhar também é estudo. É a parte qualitativa da história. Conhecer o traço de outros desenhitas, ler sobre a área, observar e dissecar as partes, arranjá-las e sintetizá-las num todo, mostrar seus desenhos para gente com maior conhecimento, copiar e entender como um sujeito que você admira fez determinado trabalho - e por aí a fora.

Dá trabalho! Além disso, desenhar é também lutar consigo próprio. A idéia que você guarda na cabeça é tímida, precisa de muito jeito pra sair de lá e se transformar no papel. Você faz um traço e fica uma droga. Você faz outro e fica pior ainda. Pensa em desistir, aceitar que não tem jeito pra coisa... Contudo, teima, teima e tenta e consegue. Talvez não vá sair exatamente como você queria, mas algo sai. Não fique chateado. Esse tipo de controle não cabe totalmente a você. Just let it flow.

Talvez você nunca consiga desenhar como o Ivan Reis, o John Romita Jr., o Ikegami, sei lá. Desencana! Seus traços refletem sua natureza. Busque o melhor dentro de você, e não o melhor espalhado ao redor, pelo mundo. Mesmo estes que julgamos "os bonzões" também sofrem para rabiscar algo decente.

Nem todo jogador torna-se um Ronaldinho Gaúcho. Contudo - e ainda bem - as virtudes do futebol não estão contidas somente nos pés dele.

Aos dramáticos

Não transforme uma dor de cabeça em traumatismo craniano.

segunda-feira, março 27, 2006

BBB 6

Agustinho saiu ontem e muita gente dançou no palpite. Eu também pensei que ele seria um dos finalistas.

Em meio aos outros concorrentes, o carioca e Mara representavam o povo no BBB. O programa sempre faz isso: pega um balde de seres atléticos e descolados e tempera com pitadinhas de "gente como a gente".

Dessa forma, a identificação do telespectador com os participantes rola em três níveis: o da vontade de (de ser bonito igual fulano, de ter os peitos como os de ciclana etc.); o da semelhança ("nossa! eu iria fazer exatamente o que ele(a) fez!"); e o da culpa ("putz, o cara realmente precisa da grana!" ou "que vida dura ela leva!").

Geralmente, vence o competidor que tem um pouquinho das três características. E isso quem assiste vai descobrindo ao longo do programa, pois, no início, cada um dos "brothers" entra estereotipado.

Dos quatro que haviam restado, ia com a cara de todos. Agustinho era o "mão na massa", o gordinho gente boa que todo mundo conhece e se orgulha de conhecer. Mara era a mãe, a mulher de pouca cultura, que, contudo, tornou-se sábia devido aos tropeços da vida. Rafael é engraçado e sem malícias, fala e faz tudo na lata, porém, sem ser agressivo ou indiscreto. Mari é a musa, a bela de rosto, de corpo e de coração.

Diferente do que poderia se imaginar no começo, Mari e Rafael são tão simples e humildes quanto Mara e Agustinho. Isso quebrou todas as previsões.

Qualquer um dos três "sobreviventes" merece o prêmio. Não sei dizer qual deles vai ganhar. Se o ganhador for escolhido pela necessidade financeira, a Mara irá vencer. Se for pela beleza, Mari. Se for pela espontaneidade, Rafael. Boa sorte a todos!

***

Uma grande parcela de pensadores, intelectuais, pseudo-intelectuais, vigilantes etc. execra o Big Brother. Motivos não faltam para se criticar o programa. Ao seu favor, porém, ele tem uma máquina poderosa: a Rede Globo.

De novo: uma grande parcela de pensadores, intelectuais e por aí a fora simplesmente execra a Rede Globo. Motivos não faltam para se criticar a emissora. Contudo, para o bem e para o mal, ela consegue transformar qualquer coisa em algo voltado para todas as idades, para a família, em suma.

Assim, não é a toa que escalaram o Bial e não o, sei lá, Cabeção da Malhação para apresentar o programa. Não é a toa que as edições parecem novela, criando personagens e situações. Não é a toa que as provas são gincanas ou desafios a la colônia de férias.

Dessa forma, acostumados que somos todos nós brasileiros ao jeitão da Gróbis, o programa transforma-se na sexta novela da emissora, uma espécie de novela das 10. A gente gruda naquilo e durante meses acompanha as desventuras da nave Big Brother pelo tortuoso caminho da fama, da sorte e do milhonato.

Fods... Mas é assim que é :)

sexta-feira, março 24, 2006

Luz

Rojão estourou no céu e assustou a passarada. Era festa na roça.
Maria, porém, não festava nada. Estava triste, pois viu que o rojão, quando explodiu, espantou mais coisas além de pássaros.

terça-feira, março 21, 2006

Oi

Depois de 11 dias de abandono, eis que o Eita Peste recebe mais uma atualização!
Por onde andava o seu autor? Andava por aí, fazendo nada de interessante - com pouca coisa para contar da vida, então. Nestas circunstâncias, o melhor é ficar quieto e não encher o saco de ninguém.

Mas, hoje, o que temos pra dizer? Nada, ainda. Silenciemos novamente.
Prometo que demoro menos pra voltar, dessa vez.

sexta-feira, março 10, 2006

Dos meus erros de português

Camões, o véio Machado, Drummond, entre outros ilustres, devem se revirar nas covas cada vez que solto uma bomba, atentando contra a Língua Portuguesa.

Estava relendo um dos posts alí abaixo e vi "tragédia" escrito com J! Eita peste!
Conserto meu erro ou deixo minha burrice exposta e que se dane?

Bom, tá errado mais tá valendo. Com G ou com J, a tragédia é a mesma...
Ou não! Tragédia com J é duas vezes mais trágica: adota à forma o conteúdo.

Sendo assim, deixo como está e vamos vivendo. "Nóis capota mais não breca!" :P

quarta-feira, março 08, 2006

Mais um

Pessoal, fiz outro blog:

www.lucaslourenco.blogspot.com

Este é só de desenhos. A intenção é montar um portfólio (sem-vergonha, mas um portfólio).
A primeira imagem é uma velha conhecida dos amigos do Eita Peste! Pra dar sorte...
Em breve, mais e mais desenhos.

* Um dia ainda faço um site decente.

segunda-feira, março 06, 2006

Reconforto

Muitas vezes é um saco - e desnecessário: ficar estilizando as coisas.
Todo mundo que escreve, desenha, pinta, dança, sei lá! tem isso. Não basta informar, não basta ser compreensível. Tem que firular. Pôr "A" marca.
Gente que escreve até em bilhete de geladeira alisa as palavras ---> Quem disse coisa parecida foi o Paulo Briguet, lá de Londrina.
Então, é chato, pois até escrever mal não é somente isso, pois é feito com o rebolado próprio do autor. Aí, o que era fezes torna-se a fezes do Fulano...
Bom, raro e surpreendente mesmo é alguém que não sabe nada soltar uma preciosidade, sem querer, sem propósito, sem suar anos de exercício.
Assim, todo escritor já sai em desvantagem e todo livro é de segunda.

sexta-feira, março 03, 2006

Palmeiras 3 x 2 América Nacional

Apesar de não ter passado na Rede Globo, esse eu vi: ao vivo, em cores, de carne e osso e espírito presentes! Era eu um dos 17 mil e poucos pagantes pendurados na arquibancada azul do Palestra Itália. Minha estréia no estádio, primeira vez que assisto o Verdão aqui em Sampa.

Diferente do que imaginei, foi tranqüilo comprar ingresso. Era chegar e comprar, sem fila, sem espera. Bom nessa parte, mas sinal de que o estádio não estaria cheio. E não estava.

O jogo começou e terminou como seria que seria: um dramalhão que quase se tornou trajédia. A defesa do Palmeiras dá mais medo que o Michael Jackson virado do avesso; o meio-campo é mais lento que o Rubinho amarrado; o ataque mais confuso que a Luciana Gimenes.

Apesar dos pesares, a vitória chegou. O Sérgio não é o Marcos, mas pegou um pênalti (eu, como praticante da posição, vibrei mais que nos gols), o Marcinho 5 continua melhorando e jogando como manda seu sobrenome e o Edmundo é phoda! - o único que pega na bola e deixa a torcida tranqüila...
...

Sem orgulho nenhum, digo que estádio de futebol é lugar pra homem. Você gira 360 graus e só enxerga homem! São 17 mil agoniados pagando pra ver 22 desesperados por uma bola! E como todo lugar cheio de homem, palavrão transforma-se em vígula, o dedo médio em riste vira cumprimento, a mãe do juíz e - mais ainda a do bandeirinha - torna-se amante de todo o mundo! E haja pênis, vagina, esperma, ânus e fezes pra satisfazer a fúria do torcedor frustrado. O gordinho nerd ao lado solta um puta que o pariu! altíssimo no meu ouvido; o magrelo cheio de espinhas nas costas manda o juíz enfiar o apito no rabo; o tiozão paulistano da Moóca berra um "morfético filho da puuuta!" aos quatro ventos; o David meu camarada execra a zaga alvi-verde e eu, um sujeito tão calmo, mando o ataque para aquele distinto lugar. Caralho! :)

Por sorte e alegria e paz do mundo, pontilhando a multidão suada e fedorenta, temos uma mocinha aqui, outra acolá, outra e outra mais alí ao longe... É a pouca dose necessária para que o estádio não se transforme numa bola de pêlo e saia impiedosamente devastando os bairros da cidade. São elas a bandeira branca duma torcida verde de raiva.

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

KM + BV

Mal pode acreditar quando ele a olhou diretamente nos olhos e disse:

- C'mon! C'mon!

Lá de cima, Deus observava a cena debruçado numa nuvem. O velho sorriu e torceu por ela. Lá embaixo, ela sentiu. Então, abriu os braços e deixou que a levassem até ele.

Nem a vergonha do aparelho nos dentes impediu-a de estampar um gigante sorriso. Ele a pegou na mão e arrastou-a para o centro. A mente dela logo se apagou; tudo em volta borrou-se de leite e ela começou a plainar. Nada, a não ser ele. Todas as linhas convergiam aos seus óculos coloridos...

Leve, seus braços desprenderam-se no céu. Uma trepidação gostosa sacudiu-lhe o quadril e ela começou a dançar - sem fazer força alguma, misteriosamente. Ele dizia coisas que ela estava cansada de escutar. Indiferente, ela ria e ria, como se aquilo fosse a mais deliciosa piada.

Então, quando finalmente acalmaram-se, ele se ajoelhou, fechou os olhos e escostou o rosto na barriga dela. Ela percebeu que ele estava cansado e deixou-o alí, em paz. As palavras que ele dizia agora eram encantos feitos só para ela. Ela, retribuindo, rosronou o estômago no ouvido dele, baixinho contando: - Eu também te amo.

No fim da dança, ele a levou de volta aos braços que lha entregaram. Antes, ele perguntou seu nome. Ela respondeu, e como já sabia o nome dele, não pode querer outra coisa senão um beijo.
E ganhou.

Assim foi a história da paixão mais intensa, da segunda mais aguardada do mês do carnaval, no ano da copa do mundo, no país onde Deus mora.

Ela amou-o mais que tudo: mais que ela, mais que a mãe, o pai, o marido e o filho. Mas tal amor absurdo durou apenas 15 minutos. Ou menos.

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

Rolling Stones x U2

. alopração do vocalista: RS (Mick Jagger rebola mais que as duas Sheilas do Tchan juntas. Claro, não estamos analisando a qualidade do rebolado)
. anemia do baterista: RS (Charlie Watts. Maldade minha... Na verdade, o cara é um clássico)
. presença do baixista: U2 (afinal, o do Rolling Stones é convidado - apesar de ilustre)
. solo do guitarrista: Empate (não teve nenhum. Ainda bem... Solo é coisa de geólogo, do Jimi e do Jimmy)
. português: Empate (o que vale é a intenção)
. música: U2 (Elevation. Feita para show)
. mico: U2 (Bono Vox cortando o dedo após tentativa desastrada de acender uma dinamite cenográfica enquanto estava vendado!)
. cara de mau: U2 (Adan Clayton, mas tudo virou flores depois que o Bono lhe deu um selinho)
. espanta criancinhas: RS (Keith Richards... Te cuida, Michael Jackson!)
. palco: U2 (palcos que andam acho meio brega)
. público: U2 (mais vale 70 mil empolgados do que 2 milhões de cansados)
. público 2: RS (mais vale ver o RS na faixa do que pagar duzentão e enfrentar filas no Pão de Açúcar e no Morumbi).
. figurinha: RS (Ron Wood. Feliz da vida simplesmente por ser doidão)
. mamãe quero ser charmoso: U2 (Larry Mullen e seu cabelinho lambido de gel)
. traje ridículo: U2 (a jaqueta dupla face do Bono com uma delas imitando a bandeira do Brasil).
. sósia: U2 (pois, na verdade, o Bono Vox é um disfarce do Robin Williams)
. coisinha do capeta: RS (Mick Jagger fazendo careta para "cantar")
. corte de cabelo: RS (Ron Wood e seu "visu" Chitão e Xororó. Sandy em casa: - Pai, ele é meu bisavô desaparecido?)
. voz: U2 (Larry Mullen. Cantou pouquinho, mas cantou pra cara***)
. seres imaginários: RS (Papai Noel tocando teclado)
. interação público-artista: U2 (o Bono Vox sempre apela nesse quesito)
. o capitalismo sempre vence: RS (que história é essa de área VIP num show gratuito???)

Balanço final: apesar dos pesares, ambos dinossauros valem muito a pena!!! Até mesmo pela TV...

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Por onde andará...

Taí, o famoso Stephen Fry da música do Zeca Baleiro! Ele viveu o personagem-título do filme Wilde.

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Segredo da vida

"H2O é a fórmula da vida".
Estranho,
pois a vida, vivida, não tem fórmula.
Será isso mesmo ou
será que bebemos pouca água?

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

Até tu, James!

Isso vai dar pano pra manga...

http://www.sobrecarga.com.br/node/view/9256

Perambulando...

Meio que por acaso, deparei-me com essa entrevista do Roberto Baggio à Placar. Vale a pena conferir, principalmente o que ele diz sobre o pênalti da final de 94.

http://placar.abril.com.br/novo/includes/materia/materia_326625_0.shtml

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Pé 2 pelo Cambuci

Ontem, chegou o ônibus no Terminal Vila Mariana. Olhei aquilo tudo e resolvi:
- Quer saber, vou embora a pé.
E fui. Desci a Lins de Vasconcelos até a igrejinha. Tomei, depois, a Lacerda Franco bem na altura do cemitério. Linha reta até em casa, que fica nesta avenida mesmo.
Deu uns dois quilômetros, por aí - sou ruim de conta. Mas, foi bom. É bom caminhar, encarar a rua de sola, sem proteção da vidraça do busão.
Além disso, você acaba vendo coisas que antes eram um borro - apesar da velocidade lenta em que o ônibus vai. A pé é mais devagar ainda. Uma padaria aqui, um velhinhos simpáticos alí, um centro de estudos em Astrologia (!) acolá... Caramba!
Fora a diferença... A Lins é toda gritante, comercial, clara, suja, feia, entupida de gente e de motores. A Lacerda Franco é calada, serena, escura, aconchegante, mãezona, amiga das árvores, dos cães mijões e cheia de mistérios - não à toa que começa num cemitério.
Esse Cambuci tá ficando bacana.

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Segunda-feira 13 ou Auto-piedade

Reclamar da vida é uma das atitudes pouco louváveis que mais acomete a espécie humana. Talvez não toda; vá lá uns 90%. Estou dentro destes. Então, aqui vai minha queixa:

Viajar de madrugada durante oito horas, chegar em São Paulo com duas malas, debaixo de chuva, pegar metrô, fazer baldeação no caldeirão da Sé, descer na Vila Mariana, pagar 10zão de taxi para não encarar busão lotado, chegar em casa, tomar um banho, engolir qualquer coisa, lavar a louça, levar o lixo seis andares abaixo até o subsolo - e, então, encarar mais uma hora de circular para trabalhar mais nove horas em frente a um computador... desanima qualquer cristão, não?

E ainda vem aquela propaganda do "sou brasileiro e não desisto nunca"... É pra gente se animar ao assistir aquilo ou o redator foi o Ary Toledo, mesmo?
Aliás, reza a lenda que ele é de Martinópolis...

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

Samba rock

A música de fevereiro já não é mais a mesma em nossas terras. As marchinhas, pagodes, sambas e axés do carnaval estão cedendo lugar aos dinossauros do rock.
Aliás, há um bom tempo carnaval tornou-se coisa de gringo (e não só o carioca).
Também, já há um bocado, dinossauros do rock virou coisa de brasileiro.

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Negativo

Pela mais fina linha,
invisível de tão fina,
move as oito patas
e escala, a aranha.

Pouco esforço e logo
alcança a lâmpada fluorescente, onde queria.

Negra mais que a noite,
noite como as sem lua,
deita e espalha
suas pernas abertas de pregüiça.

Observa o mundo de ponta cabeça...

mas o mundo ignora ela,
que inverteu todas as coisas
e tornou-se a estrela
apagada dum céu que em volta brilha.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

El Niño

Rapaz, que calor!
Um dia o mundo derrete e começa a viajar em gotas pelo espaço sideral.
Quando isso acontecer, não precisaremos mais da Nasa.
Já pensou? Pensa não que é bobagem.

Mudanças

Olá, querido visitante destas bandas.
Viu só? O Eita Peste! agora é verde, a cor da esperança e do Palmeiras.
Gostou? Bom, eu achei melhor. Aquele preto total tava travando minha mente. Pesado demais; por isso, agora, essa corzinha meio parda, meio papinha de nenê, sei lá!
Apesar do novo visual, o conteúdo é o mesmo: caderno de rascunhos e observações. O que presta e o que não presta; erros e acertos; baboseiras e seriedade, tudo misturado.

Inté!

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Dèjà vu

Cara, dèjà vu é uma sensasão muito estranha e empolgante.
Hoje tive um ao ler "... e Angelina Jolie negocia para interpretar a Rainha de Copas", no Omelete (http://www.omelete.com.br/cinema/news/base_para_news.asp?artigo=16413).

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Notas paulistanas 10 - O seguro morreu de velho

O seguro morreu de velho ou o Cúmulo da segurança, pelo menos para mim, que sou do interior.

A Banca Paulista V, aquela que fica em frente ao Itaú, tem cerca elétrica no teto!!!

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Nossa geração

Não li quase nada da maioria e, na verdade, conheço poucos. Descobri-os a pouco tempo, ano passado, quando fazia meu TCC. Mesmo assim, fico um pouco incomodado com a nova geração de escritores.

O maior problema, egoísticamente falando, é que eles são bons. Digo egoísticamente porque, se eles fossem ruins, nem prestaria atenção e me livraria disso. Alguns, até, acho muito bons.

O problema menor é que são todos uns porra-louca (ou, pelo menos, passam tal imagem). Assim, todos os ícones da porra-louquice estão em suas páginas: drogas de montão, fuck all nite long, pingaiada, alopração mental, rispidez no verbo, Charles Hunter Bukowski Thompson, submundo, submundo do submundo, agonia, arrogância, ansiedade, depressão e por aí vai.

O mal do século sempre vem com facilidade à imaginação na hora de escrever. O mundo não é uma beleza, a mente humana também não. Mas, por maiores que sejam essas forças e por mais forte que seja a vontade de se livrar delas jogando-as no papel, a literatura - e a vida - são mais que isso.

O caos e a esbórnia são interessantes. Alan Moore sempre foi um dos meus preferidos. Contudo, não é somente isso que deve ser escrito e vivido. Fazê-los vicia o ar, oprime os destinos, encurta a visão, aperta o coração. Ficar um contando um pro outro o quanto é desagradável ser o que se é só amplia o buraco de ambas as almas. É constatar: "ele sofre tanto quanto eu". Contentar-se e se animar com isso é sadomasoquismo. Porque, a questão que vale é: onde está a saída?

Quase ninguém sabe. É difícil encontrá-la. Mas, tem gente que sente prazer em perder-se no labirinto.

***
Sendo assim, vai um bônus pra alegrar a vida. Lembrando-se também que até o Alan Moore fez histórias do Superman... E das mais bobinhas.
OS JUSTOS*
Um homem que cultiva seu jardim, como queria Voltaire.
O que agradece que na terra haja música.
O que descobre com prazer uma etimologia.
Dois empregados que num café do Sur jogam um silencioso xadrez.
O ceramista que premedita uma cor e uma forma.
O tipógrafo que compõe bem esta página, que talvez não lhe agrade.
Uma mulher e um homem que lêem os tercetos finais de certo canto.
O que acaricia um animal adormecido.
O que justifica ou quer justificar um mal que lhe fizeram.
O que agradece que na terra haja Stevenson.
O que prefere que os outros tenham razão.
Essas pessoas, que se ignoram, estão salvando o mundo.
* poema de Jorge Luis Borges

Blog dos outros

Apesar da última atualização deste pessoal ter sido há quase um ano, os artigos são muito legais e não perderam o prazo de validade:

www.picardiasocialmundial.blogspot.com

terça-feira, janeiro 24, 2006

Conselho

Peço calma, meu camarada. Não adianta ficar nervoso. Por favor, sente-se aqui. O que lhe incomoda tanto? Oh, sim... A vida é desregulada mesmo. Não se irrite com ela. Afinal, ela é maior que nós. Mesmo juntos, todos do mundo, podemos pouco com ela. Mas este pouco já funciona. Isso que te atrapalha os ânimos vai passar, é só você querer e se concentrar. Não se importe com o que lhe fizeram, nem com o que você fez aos outros. "Não olheis os vossos pecados, mas a fé que anima vossa igreja". Não consegue? Oh, meu caro... É difícil equilibrar-se no meio do terremoto. Espera ele passar. Enquanto isso, procure abrigo e fique quietinho, guardando energias. Vai ser preciso, não se deve gastá-las de uma vez. Resolve-se aos poucos os problemas gigantescos. Na verdade, são eles união de outros pequenos, não é verdade? Então, vá com calma, um pedacinho de cada vez. Desistir é fácil, por isso, não se acovarde. Porque perseverar, também, não é tão difícil assim. Respire fundo, feche os olhos e vá por instinto. A vida, que tanto você xinga, desde o primeiro choro já nos deu tudo aquilo necessário para lutarmos contra ela. É o jeito de ela ser justa. Estranho, não? Mas, vai ser assim até o fim, até quando a morte chegar e nunca mais nos soltar de seu abraço. Se morrer é bom? Acho que sim, acho que sim... Mas viver é ainda melhor.

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Dois em um num post piegas

Depois de encarar (leio devagar) por quatro meses Os Irmãos Karamazovi, resolvi pegar um que julgava seu oposto: Marcelo Rubens Paiva e o seu Feliz Ano Velho.

Ambos são clássicos, né, cada um do seu jeito. Dostoiévisky escreve com prisão de ventre: pesado, prolixo, tramas complexas, narrador maluco - ora em terceira, ora em primeira pessoa (e sempre onisciente!). Coisa de russo, vai saber. Marcelo é o inverso: meio relaxado, ligeiro, diz na lata, sem reticências.

O tema d' Os Irmãos é a luta do homem contra Deus, especificamente, contra o temor de Deus. O que é permitido e o que não é? Até que ponto somos donos de nossos atos? Quais as consequências da inconsequência etc. O tema do outro é a luta do homem contra ele mesmo. Marcelão deu um mergulho torto e quebrou a coluna. Foi culpa sua? Dava para evitar? Ou... Maktub e já era?

Lutando contra Deus ou contra si próprio, sempre trocamos alguns socos com o destino, também. O destino é Deus ou é o homem quem comanda seus passos? Dimitri Karamazovi se ferrou mesmo não sendo culpado. Marcelo poderia sim ter evitado, mas, isso é conclusão de alguém de fora. Não evitou porque, na verdade, nem passou pela sua cabeça que poderia dar zica.

É aí que o destino joga cruel. Quando não nos dá escolha. A estrada não bifurca e a gente continua reto. Só lá na frente percebe que está perdido. Mas, que jeito? Dava para parar, relaxar e analisar melhor?

Foi, já aconteceu. O destino apronta e depois nos devolve as rédeas. Como diria meu pai, solta o rojão para corrermos atrás da vareta.

Tanto Dimitri quanto Marcelo eram desregrados, movidos pelo estômago. Aprontavam pra caceta, faziam mesmo e que se dane. Encucavam pouco com seus atos. Então, aconteceu. Caíram pra valer, arrependeram-se. Contudo, seguiram em frente.

Marcelo, mesmo estropiado, consegue arrumar duas namoradas! Dimitri não desiste e planeja fugir com Grutchenka. A tristeza bate, mas não devasta. E a vida segue, do jeito que dá.

É assim. "Pois a natureza é isso, sem medo, nem dó, nem drama", como diz aquela música do Almir Sater. É a melhor forma de encararmos a vida: com naturalidade.

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Machado de Assis

Dias atrás, li um artigo do Domingos Pellegrini na revista Rascunho espinafrando o Dom Casmurro.
Não lembro inteiro, era grande. O que me marcou foi que o Pellegrini disse não saber porque consideravam DC como a maior (ou uma das maiores) obras da literatura brasileira. Segundo ele, Bentinho é mau caráter, manipulador, não deve ser exemplo para ninguém - muito menos para os alunos colegiais, aos quais o livro é obrigatório por causa do vestibular. Tais estudantes, segundo o artigo, deveriam ler outros livros para sua melhor formação pessoal.
Entendo a preocupação do Domingos. Dom Casmurro não é um livro que impulsiona as pessoas a gozar a vida. Para o adolescente, cheio dela, talvez outros sejam melhores, realmente. Bentinho é mal, meio boboca e sem atitude. Capitu, mesmo que não tenha traído, é dissimulada e interesseira. Ambos passam toda existência juntos, amando e se odiando, enrolando-se em problemas pequenos, sem acharem a saída. É uma história chocha (é assim que se escreve?), sem muita aventura, com muita energia acumulada e pouco dissipada. Opressora e pouco digna de ser escrita.
Mas, porque o foi? Bom, penso eu que pelo seguinte. Machado estava velho, era o maior de todos, porém infeliz. Por qual razão, não sei ao certo. Dizem que ele passou a vida amargurado por não ter nascido um branco burguês... Não acredito muito, mas, sei lá, talvez no fundo tenha um pouco de sentido. O que vêm ao caso é que Machado estava cansado e triste - amargo, por consequência. E, oras, um homem nessas condições não pode escrever de outra forma.
No dia-a-dia, Machado não era mal. Pelo contrário, era um senhor pacato, ordeiro e prestativo. Contudo, de noite, quando se sentava defronte à escrivaninha, abria a mente para todos os anjos - e demônios. Era seu momento de piedade própria e de vingança aos outros. Coisa de todo homem. Se o endeusavam e se ainda o endeusam, não era culpa dele. Mais contam as cargas do cotidiano do que os minutinhos de glória.
Por isso, concordo com o Domingos: Dom Casmurro, o livro todo, não só o personagem, tem muito de seu autor. Porém, isso pouco vêm ao caso, afinal, todos os livros têm as marcas de seus autores impressas nas páginas. Machado tava mal e queria jogar para fora: então escreveu o livro do Bentinho.
Li Dom Casmurro quando tinha 15, 16 anos. Gostei pra caramba. Na adolescência, apesar de saber distingüir, a gente pensa pouco no que é certo ou errado. O que conta é a identificação. Se você simpatiza com o demônio, sei lá por qual motivo, a química tá feita. Eu simpatizei com o Bentinho, aliás, não só por ele, mas pelo livro em si. Gostei do jeito como foi escrito. Gostei dos capítulos iniciais, em que cada personagem é apresentado em cada capítulo. Adorei o "olhos de cigana, obliqua e dissimulada". Vibrei com o final irressoluto.
Porque nos dão Dom Casmurro para ler no 1º colegial é tão misterioso quanto entender porque gastamos tutano para aprender logarítimos ou os números complexos. A questão é que a escola, como todos sabemos, não é só lugar de estudo. É também lugar de aprender e aceitar certas regras. E obviamente, lugar de quebrá-las, também.
Para o Domingos, sei lá, talvez a subversão foi deixar o DC e tudo o que ele representa na sarjeta. Para mim, era desenhar na apostila durante as disciplinas de exatas. Para o João, era ler gibi do X-Men. Para o Quico, era mascar fumo e jogar truco escondido. Para a Jessica, era lixar as unhas. Para o Hugo, dormir as cinco aulas inteiras. Para os Fulanos, bagunçar as cinco aulas inteiras. Para o Washington, era estudar, estudar, estudar até saber mais que qualquer professor...
Quanto ao Machado, coitado, nem foi muito para a escola. Tinha que ser rebelde e chutar o balde de outro jeito: escrevendo.

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Gentileza

Abriu o pacote e saiu perguntando:
- Servido, João?
- Não, brigado.
- Servido, José?
- Não, não, obrigado.
- Servido, Marcinho?
- Não, valeu.
Foi aí que o Pedro, abusado, soltou:
- Ê Maria, ninguém quer comer sua bolacha!
E o Alfredo concluiu, como se pensasse alto:
- Também, bolacha de água e sal... Coisa mais sem graça!

Se fosse outra, estrangularia, mas Maria caiu na gargalhada.

Notas paulistanas 9 - A pregüiça de certas pessoas

Tá certo. São Paulo não é uma cidade feita para pedestres. Mas, poxa, não precisa exagerar!
Várias e várias vezes já me deparei com a cena: a pessoa entra no ônibus, anda um ou dois quarteirões e desce!
Eu sei. Provavelmente o cidadão está fazendo a integração do bilhete único - por isso, não está pagando essa pequeníssima viagem. É possível também que seja culpa da pressa...
Mesmo assim, sei lá, vai andando. Vai que você chega. Gasta uns minutinhos a mais, não aproveita todo o bilhete - porém alivia as tensões, espairece a cabeça, faz bem para o coração e, até quem sabe, queima as gordurinhas.
Além disso, quem tem de viajar uma hora de busão todo dia agradecemos. Ficar parando de ponto em ponto não dá!

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Divagando e enrolando

Têm dias que a gente não tem nada melhor pra fazer então fica pensando nas coisas pequenas.
Sendo assim, acho que entendi por que o All Star é um tênis tão simpático: ele parece calçado de palhaço.
Por sua vez, o Nike Shocks é medito a besta porque parece um colchão de molas com design de carro de fórmula 1. O que rende uma péssima imagem surrealista.

Agora é hora de trabalhar, fui.

terça-feira, janeiro 17, 2006

Apocalipse verde

Certeza que o repórter dessa notinha é corinthiano.

http://multimidia.terra.com.br/esportes/esportestv/interna/0,,OI64451-EI6181,00.html

Água

Chutou o balde uma, duas, três vezes, mas não o derrubou. Cansou-se, então, e foi dormir.
No outro dia, o balde ainda estava intacto no centro da sala. Desprezou-o. Foi trabalhar e não se incomodou.
Voltando para casa, lá estava o balde mais uma vez, intocado. Desviou com receio de tropeçar e foi para o chuveiro tomar banho.
A medida que molhava seu corpo e escoava para o ralo levando a sujeira, a água do banho arrastou consigo a outra, do balde - que foi secando, até evaporar por completo.
Sentiu-se aliviado. Enxugou-se, amarrou a toalha na cintura, foi para o meio da sala e meteu o chute. O balde saiu voando e explodiu, rachando a parede.

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Bônus

Era um cara tão discreto que, quando morreu, ninguém ficou sabendo. Nem Deus.
Por isso, voltou a abrir os olhos, respirou profundo e levantou-se, para viver mais uma porção de anos.

quarta-feira, janeiro 11, 2006

5 nomes de respeito

5º Max Cavalera
4º Otto Lara Resende
3º Tyler Durden
2º Jack Bauer
e o maior de todos, inigualável
1º Barry Windsor-Smith

terça-feira, janeiro 10, 2006

Boa notícia

Desde anteontem, o abismo está ficando cada vez mais raso.

domingo, janeiro 01, 2006

2006...



2006 chegou debaixo de chuva.
Chove até agora, choveu o dia inteiro.
Choverá toda semana - para limpar as desgraças de 2005?

Seria bom. Pena ser justo nos meus últimos sete dias de férias!
Pouco importa. Feliz ano novo!