quinta-feira, janeiro 15, 2015

Boas de 2014

Para manter a sequência, já pelo terceiro ano, vamos ao que achei de mais bacana em 2014. Critério: o que vem rápido na cabeça, mais emocional do que racional.

HQ

A Big Ass Pile of Tires | Till Lukat + The Abominable Charles Christopher | Karl Kerschl: Engraçado. 2014, até onde me lembro, foi o ano em que terminei Sandman. Não que eu não tenha gostado, pelo contrário, mas as HQs que me vêm a cabeça são essas duas, gratuitas na net. A primeira, de 36 páginas, é autobiográfica e conta a história de quando o autor alemão foi visitar um amigo no Arizona. Dá pra ler e baixar aqui (http://www.electrocomics.com/pdfs/electrocomics_Pile_Of_Tires.pdf). Aliás, todas as outras HQs do Electrocomics valem uma olhada. A outra HQ acompanha a história de um Pé Grande em um mundo cheio de bichos falantes. Uma tirinha é interligada a outra e rola uns autores convidados de vez em quando. Sugiro acompanhar desde a primeira. Dá pra fazer isso aqui (http://abominable.cc - em inglês) e aqui (http://outrosquadrinhos.com.br/serie/o-abominavel-charles-christopher/ - em português). Menção honrosa: Sweet Tooth, de Jeff Lemire, pelo selo Vertigo da DC Comics. Saiu aqui pela Panini. Ótima também.

Mangá

Vinland Saga | Makoto Yukimura: não tem a qualidade de 20th Century Boys, preferida por mim por dois anos seguidos (ainda é, na verdade), mas é uma boa surpresa. Têm uns momentos um pouco irritantes, quando fica meio mangá para adolescentes, mas tem outros animais. A história acompanha Thorfinn, filho de um guerreiro viking injustiçado, que parte para vingar o pai. Porém, a trama é permeada de fatos históricos -- e é admirável como os autores japoneses conseguem fazer (e bem) histórias ambientadas em qualquer parte do universo!

Livro

Atlântico | Simon Winchester: livro-reportagem/memória/pesquisa do jornalista inglês, naturalizado americano que já rodou meio mundo fazendo matérias. A ambição aqui é grande: contar a história do Oceano Atlântico! Ele consegue e o faz de maneira pessoal, sem chatice e com boa dose de aventura! Daqueles livros que dão vontade de ler várias vezes e nos empolgam a correr atrás de mais obras sobre o assunto. Lembro que o comprei em alguma promoção de internet. Nunca tinha ouvido falar do título, mas gostei do tema e achei a capa razoável. Para mim, essa é a melhor forma de se surpreender com um livro e tal felicidade deixa a obra ainda mais marcante.

Filme

O Lobo de Wall Street | Martin Scorsese: Que porrada! Que ritmo alucinante para um filme de três horas. E olha que nem sou muito fã do Scorsese. Drogas, dinheiro, loucura, mulheres, tramoias, viagens, CG para elaborar paisagens paradisíacas, interpretações primorosas, deturpação, imoralidade, luxo, sujeira, corrupção, bom humor -- tudo baseado nas memórias de Jordan Belfort, sujeito que, me informa a Wikipedia, era um corretor de títulos de Nova York que dirigia a Stratton Oakmont, empresa que praticava fraudes de seguro em Wall Street na década de 90. Ano passado, indiquei Gravidade. Ambos foram para o Oscar. Nenhum levou. Mas, a lista de filmes de 2013 do prêmio de fato foi muito boa!

Série

Breaking Bad | Vince Gilligan: primeira vez que faço essa sessão, porque antes eu não via muitas séries. Não que eu veja muitas hoje, mas, bom... Breaking Bad supera qualquer coisa que eu tenha lido, ouvido, assistido, tateado, provado etc em 2014! Elogios e prêmios mil mais que merecidos. Melhor série que já vi na vida, fácil. Deu ressaca ficar sem assistir, crise de abstinência... rs... Exageros à parte, o negócio é espetacular MESMO. Menção honrosa: Amores Roubados, transmitida pela Globo. A mesma emissora do Zorra Total também faz uns troços desse tipo de vez em quando.

Game

Chrono Trigger: Tô jogando a versão disponível na PSN. Meu interesse por games vem crescendo com a idade (vai entender por quê) e, pesquisando clássicos dos clássicos, encarei esse RPG. Ainda não zerei, tá perto, mas sei que quando chegar o fim também vou ficar com a mesma sensação que fiquei ao término de Breaking Bad. O jogo, lançado originalmente para o SuperNES, começa bem simples, mas aos poucos apresenta uma trama megalomaníaca, no bom sentido. Personagens carismáticos (o fato de o Crono nunca falar é sacada sensacional), grau de dificuldade bacana e imersão pura. A música que toca no Fim dos Tempos e toda vez que vamos fazer load game é coisa linda.

Música

Efêmera | Tulipa Ruiz: Das "nova" cantoras da MPB, a que mais me agradou, fácil. Um álbum em que todas as músicas são ótimas é coisa rara. Como entendo porra nenhuma de música, deixo as explicações da Wikipedia: "Efêmera saiu no fim de maior de 2010 e rapidamente conquistou a crítica e público. Com canções sutis e poeticamente diretas, cheias de arranjos simples e melodias doces e circulares embaladas pela voz única de Tulipa." Ahhh, simpatizo ainda mais com a Tulipa pelo fato de ela também ser ilustradora e ter este blog (http://ateliedatulipa.tumblr.com/) em que todas as artes são feitas no Paint Brush! Yeah baby!