sexta-feira, março 30, 2012

Mais uma!

E a melhor notícia do dia qual foi?


Entrei em mais uma coletânea, meu povo!
E ao lado de grandes camaradas, com os quais divido mais uma vez as páginas de um livro.
OBRIGADO aos organizadores: Georgette Silen e Eduardo Bonito!

Mais informações, aqui.

terça-feira, março 20, 2012

HQs de 2012: Ponto de Ignição nº 1 | Geoff Johns (roteiro), Francis Manapul e Scott Kolins (arte), Brian Buccellato e Michael Atiyeh (cores)


Pouco acompanho o Flash, sei o básico necessário para entender quem é quem no tal universo dos corredores escarlates – e olhe lá. O interesse por ler esta saga veio do impacto que ela terá sobre o Universo DC. Dizem, de verdade não sei, que ela é a base para a reestruturação e formação das Novas 52 HQs da editora. Vamos em frente.
Histórias do Flash sempre têm viagens no tempo, terras paralelas, entre outros conceitos pseudo-científicos. Nesta, um policial de uma Terra alternativa surge a bordo de uma moto que absorve e libera a força de aceleração (a mesma que faz o Flash ser o cara mais rápido do mundo). As semelhanças não param por aí. O sujeito, na verdade, é o Barry Allen do tal lugar alternativo e vem à nossa realidade à procura de uma anomalia capaz de destruir todas as realidades! Mais quadrinho americano impossível.
Em meio a tudo isso, Barry Allen (o verdadeiro) investiga a morte de pessoas cujos corpos aparentemente envelhecem décadas em segundos. Nosso querido Flash também está perturbado por desentendimentos com o Kid Flash - um moleque do século 31 que voltou ao passado para aprender a usar a tal força de aceleração – e com o vislumbre de poder salvar a falecida mãe, situação que a introdução da revista explica por cima e remete, ao que parece, a outras histórias do velocista que não estão neste gibi.
Parece confuso. E é. Mas, o roteiro do bom e velho Geoff Johns faz tudo se transformar em entretenimento dos mais saudáveis. É cedo dar uma opinião mais consistente sobre a saga, mas a narrativa cativa - daquelas que dá vontade de ler rápido para saber qual será o desfecho de uma cena ou como vai se resolver o enigma de determinada passagem. Nada mais apropriado a uma HQ de um personagem velocista.
Por sua vez, a arte pra lá de bacana da dupla Francis Manapul e Brian Buccellato faz o leitor pisar de leve nos freios para reduzir o ritmo e admirar os traços, diagramação e cores bem amarrados, fluidos e extremamente agradáveis.
Na parte 3 da trama, contudo, tanto o roteiro, que se embrenha em uma melodramática reunião da família Flash, quanto (e principalmente) a arte, comandada agora por Scott Kolins e Michael Atiyeh, perdem a qualidade. Mas, nada que chegue a comprometer a diversão da leitura.
Ficam os votos, no entanto, para que a dupla inicial de artistas retorne no segundo número da aventura e que Geoff Johns deixe de lado a verve de novelista mexicano que vez ou outra afeta a maioria dos roteiristas de super-herói.