segunda-feira, julho 25, 2005

Para ela que queria ser psicóloga

Freud explica. Mas não resolve.
Quem resolve é você mesma.

quinta-feira, julho 21, 2005

O novo técnico do Palmeiras



Será coincidência ou não o fato do Parmera ter goleado o Figueirense ontem? Um técnico de futebol tem condições de acertar um time em três dias de trabalho?

O Leão chegou como o salvador da pátria, mas estes 4 a 1 ainda não me disseram muito. Aconteceu que os jogadores sentiram-se também renovados com a chegada de um novo técnico - ainda mais um cara que vinha sendo aclamado desesperadamente pela torcida. Entraram no vácuo do professor felino albino.

Quero uma seqüência de partidas, para ver e ter certeza. Sei lá, ando descrente com soluções miojo. Vide nosso presidente. O do Palmeiras não. O do Brasil.

segunda-feira, julho 18, 2005

Tava pensando...

Eu, robô poderia ser o nome dum filme sobre o Roberto Justus.

Hehehe!

Troca

Dá uma olhada no lado direito... aí no canto superior.
Viu meu nome? Mas não é isso o que tenho de trocar.
É o que está embaixo.

Vida nova, amigos!
Sampa nos espera!

domingo, julho 17, 2005

Eu, robô

Este foi o outro filme que vi no fim de semana. Já tinha ouvido várias pessoas falando bem dele.

Realmente, é um bom filme. Principalmente por se tratar de uma história inteligente e bastante simples, coisas que aprecio deveras quando estão casadas. Nada de mirabolices, como em Matrix 2 e 3. Além disso, o roteiro não fica ruminando coisas que o espectador já entendeu. Disse o que deveria ter dito. Calou o que deveria ter calado.

Fiquei com vontade de ler o livro. Pra comparar, entre outras coisas, o que foi e o que não foi adaptado para o Will Smith e suas piadinhas. Aliás, Oscar para ele: as maiores orelhas de Hollywood.

Dúvidas: o final é aberto ou eu que não captei direito? Por que o título do filme: "Eu, robô"? Quem é o "eu"? O detetive; o Sonny ou nenhum dos dois - uma espécie de título panorâmico, como "Guerra e Paz", "A Rosa do Povo", etc?

sábado, julho 16, 2005

Colateral (apontamentos livres)

. É um filme do Michael Mann, o mesmo cara de O Informante - por isso, estava curioso pra ver.
. A trilha é muito boa.
. As mortes são glamourosas. E eu não sei se isso é bom ou ruim.
. O Tom Cruise tá grisalho.
. A promotora é linda.
. Os táxis de L. A. são diferentes dos de N.Y.
. O primeiro morto é um mexicano. O segundo, um anglo-saxão. O terceiro, um negro. O quarto, um oriental. O quinto, um outro negro - porém, mulher. Mas ela não morre.
. Cada figurinha aí do item de cima representa uma parcela da população de L.A.
. Esta população está sendo dizimada por um doido que chega do nada causando o terror.
. O doido, aparentemente, não é árabe, apesar de ter barba grisalha como o Bin Laden.
. Tom Cruise é o Superman. Seu personagem levanta de um capotamento automobilístico praticamente intacto e logo começa a correr feito um louco.
. O mocinho salva a mocinha - e mata o bandido.
. Detalhe: o mocinho havia conhecido a mocinha nas primeiras cenas do filme. O espectador, que não é burro, logo percebe: "Aí vai ter cascata". E é lógico que teve mesmo.
. O mocinho só cruza o caminho do bandido por não ter se fingido de surdo.
. O metrô de Los Angeles funciona de madrugada.
. O policial dedicado morre, enquando o preguiçoso vai dormir numa boa.
. O policial dedicado tinha um gelzão no cabelo e um cavanhaque. Lógico que era latino - pois é assim que Hollywood nos retrata.
. Já pensou se eles conhecesses o Latino de verdade: "Hoje é festa, lá no meu ap!"? O que seria de nós?
. Tom Cruise é o Superman e o Incrível Hulk juntos: ele toma um tiro na cabeça e sai numa boa; além de embarcar num metrô em pleno movimento, segurando na alcinha.
. Se o tiro foi de raspão, então o Jamie Foxx é vesgo!
. Realismo não é um estilo muito aconselhável de se praticar em Hollywood. Cedo ou tarde, na entrada ou na saída, eles sempre acabam borrando as calças.
. Ademais, o filme é meia bosta. Nota 5 e meio.

quinta-feira, julho 14, 2005

Parabéns!

Yes!

Sucesso!
É o início duma nova fase!

Teste

Meu povo, o chifrudo aí em cima é só pra ver se eu consigo pôr uma imagem aqui no Eita Peste!
Inté

domingo, julho 03, 2005

Blog dos outros

Os dois blogs que mais acesso. Fica fácil para mim, pois ambos começam com "si", a úlima das notas.

www.simonecampos.blogspot.com

www.sitioterravermelha.com.br

O Sítio é o blog do Domingos Pellegrini, escritor londrinense mais que conhecido em todo Brasil. Dele, li dois livros. O romance Terra Vermelha e a coletânea de contos O Homem Vermelho. Ambos fenomenais. Ainda mais para quem viveu e gosta de Londrina.

O Blog Sybila, da Simone Campos, é meu preferido. Na minha opinião, um dos mais legais do país. Da autora, tentei achar No Shopping, seu livro de estréia. Mas não achei. Nem lá Livraria Cultura lá de Sampa.

sexta-feira, julho 01, 2005

O estilo do Féferson

Vai aí um exemplo sobre o que eu quis dizer no post abaixo, a respeito as manhas do deputado Roberto Jefferson.

Já repararam? Ele não diz "minha ex-mulher". No lugar, fala "a mãe de meus filhos"... É um nobre decadente, este Féferson. Esperto: tira o possessivo (minha) de "algo" que já não é seu e transforma a ex em sagrada (afinal, mãe é mãe). E não se trata de qualquer santa, e sim a que gerou os filhos dele! Felomenal!

Diferente do Valdemar Costa Neto (é este o nome do pres. do PL, né?) que transformou o ex-casamento em notícia do Jornal Nacional. Aprende, malandro!

Agora que eu tô vendo. O Jefferson associou-se ao Collor porque ambos gostam de consoantes repetidas.

Coisa de política, caso de polícia

Já passou da meia-noite, mas este post é sobre o dia anterior, data em que Roberto Jefferson depôs na CPI dos Correios. O Eita Peste! tava precisando dum comentário político para virar cabeça. Nada a ver.

Bom, assisti partes, repito: partes - pela TV Câmara.
Esse Roberto Jefferson é, no mínimo, encantador. Explico.
Já havia visto seu depoimento na Comissão de Ética. Lembrava, remotamente, de que o nome Roberto Jefferson estava envolvido em algo sujo no passado. Minha consciência política beira à de uma ameba. O tal Jefferson tava ligado ao Collor... Vige!, coisa feia!
Mas, o cara me surpreendeu desde então. Um ator, macaco velho; sabe dosar todos os artifício para arrebatar a platéia - na sua mistura de discurso forte com descontração, com ataques, com defesa à honra, à alma do "seu partido" e etc.
Mas havia algo mais ali. O homem estava, ou pelo menos parecia muito estar, falando a verdade.

A melhor peça em qualquer jogo, principalmente no jogo político, é a verdade. Afinal, não há força maior, embora alguns aleguem que haja. Quem fala a verdade tem uma espécie de deus junto de si, superpoderes diante dos quais tudo cai.
E foi caindo. Dias depois, Zé Dirceu vazou da Casa Civil. O pessoal nas ruas brincava: "E agora, quem vai governar o Brasil?" Além disso, a situação do senhor Marcos Valério está se complicando. Entre outras coisas que eu pouco sei.

Na CPI, as forças antagônicas eram facilmente distinguíveis. Os deputados do PT tentavam de qualquer maneira associar Jefferson ao doidinho lá que pegou propina, 3 mil reais. Os da oposição, queriam extender a dimensão da sacanagem, dizendo que ela não morria só neste caso de suborno. Na verdade, este era parte de um jogo político, uma Contra-Reforma do Governo para denegrir o nome do presidente do PTB e disfarçar outras acusações graves. Oras, quem está com a verdade?

É simples. Quando uma discussão se prolonga por mais de 10 minutos, é porque ambos os lados estão certos - mas ambos estão usando a verdade da forma leviana, isto é, somente uma das metades. As meia verdades não tiram a razão de ninguém! Todo mundo tá certo, pois todos estão no mesmo patamar. Alguns fazem isso inconscientemente. Outros, por teimosia. Outros de propósito - e aí mora o perigo.

Eis onde conta o poder de Jefferson. Trata-se de um homem inteligente, embora gaste-a, ao que me pareceu, num vício bastante comum em Brasília: o jogo político. Quem joga quer ganhar. Mas nem sempre quem ganha merece vencer. No esporte, não há problema algum nisso, afinal, tudo não passa de uma simulação, não custará nada a ninguém (nada grave, pelo menos - dinheiro é feito, entre outras coisas, para se jogar fora). Contudo, em outros assuntos - como a política, a geopolítica, a justiça - a vitória deve ser de quem a merece. Ela deve vir sem jogos.

Roberto Jefferson bate de goleada em qualquer deputado do governo. Ambos têm verdades nas mãos, mas a de Jefferson se amplifica, pois o momento em que ele a revelou foi milimetricamente calculado. Ele juntou dados, entrou em contato com várias pessoas, fechou o cerco até enlaçar tudo e todos. Aí foi só despejar - com talento de político calejado, com as manhas aprendidas em mais de 20 anos de Brasília véia de guerra. Esperto, não ficou passando imagem de santo. Em seu próprio depoimento, condenou-se várias vezes. Revelou os bastidores da política - e todo mundo adora bastidores. Usou frases diretas. Enfeitou com termos pouco pronunciados pela polidez política (dá-lhe letra P). Atacou quem o povo odeia (Zé Dirceu). Defendeu quem o povo ama (ainda, o presidente Lula). Culpou a ABIN, como se aquilo fosse o FBI, coisa de thriller norte-americano, Hollywood... Enfim, um espetáculo!

O que eu penso? Ora, são todos culpados! Inclusive o Jefferson, inclusive o presidente - estes dois, pelo mesmo crime: omissão; no mínimo. Mas, sei lá, não sei se o que vou dizer é pensamento conformista... O que acontece é que nos três poderes, tanto na vertical quanto na horizontal, todo mundo tem um pedacinho do rabo preso. Sem nenhuma excessão.
O jeito é cercar com grades a capital do país? Acho que não, afinal, quem põe os trapalhões lá dentro é o resto do país. Eu inclusive, que votei no Lula - e no Zé Dirceu... Mas isso fica pra próxima.

Dúvida (dúvida mesmo, sem malícia): Pq o Roberto Jefferson tava com o olho machucado?

Ah... Último comentário: o meu terceiro colegial era mais bem educado e comportado que muitos dos nobres senadores e deputados da CPI. Neste quesito (harmonia, talvez) parabéns ao deputado Gustavo Fruet, do PSDB paranaense - o mais calmo de todos