sexta-feira, abril 20, 2012

Le Monde Bizarre - Nova coletânea!

E olha o que chegou!


Le Monde Bizarre - O Circo dos Horrores é lançamento da Editora Estronho. Tem um conto meu, O Garoto de Ferro.



Tem também: A. Z. Cordenonsi, Celly Borges, Duda Falcão, G. Araújo, João Manuel S. Rogaciano, Kássia Neves Monteiro, M. D. Amado, Pedro de Almada, Rafael Sales, Rochett Tavares, Valentina Silva Ferreira, Alexandre Heredia e Iam Godoy. História que não acaba mais!

Mais informações, aqui.

Tô vendendo alguns exemplares (conta aí, são estes da foto). Sai por R$ 30 + o frete, cada. No site da Estronho também dá pra comprar e lá, claro, você também tem acesso aos outros livros da editora. E paga dez centavos a menos.

Se alguém se interessar, manda um email: lucaslofer@yahoo.com.br

Aqui dá pra ler o texto da Kássia de degustação.

Boa leitura e obrigado à Estronho pela oportunidade de estar em mais uma coletânea!

terça-feira, abril 17, 2012

HQs de 2012: Novas infanto-juvenis da Editora Abril

As três resenhas foram publicadas no site Universo HQ

UFFO - Uma Família Fora de ÓrbitaLucas Lima e Lilian Lima (argumento), Lucas Lima (desenhos), Daniel Pedrosa e Gustavo Cerni (cores)

Garoto Vivo na Villa CemitérioFabrício Pretti e Estúdio Triboulet (argumento e arte), Triboulete e Bruno Tedesco (cores) e Kazullo Estúdio (letras)





Gemini 8Marcela Catunda (argumento), Ricardo Sasaki (desenhos), Leonardo Carpes e Ricardo Sasaki (arte-final) e Fernando Ventura (cores)

quinta-feira, abril 12, 2012

Séries de 2012: The Walking Dead (1ª temporada)




Amigos disseram que era bom, amigos disseram que era ruim, eu já tinha ouvido falar dos quadrinhos e do tremendo sucesso de audiência. Peguei para ver e como sei que gostei? Oras, já baixei toda segunda temporada!
A ambientação de Walking Dead é um dos pontos que mais chama a atenção. A trama não se passa em Los Angeles ou Nova York, estas cidades tão exaustivamente filmadas por filmes e séries americanas. A aventura está no Sul, nos arredores de Atlanta.
Assim, os personagens se assemelham mais com o estereótipo dos caipirões durões do que com os tiras metropolitanos descolados e/ou depressivos. O protagonista, Rick Grimes, por exemplo, é um xerife, daqueles que não medem esforços para alcançar seus objetivos e “cumprir a lei” - em uma terra onde a lei não mais existe.
Engana-se, no entanto, quem pensa que os personagens são rasos, tipificados. A série abre mais espaço para mostrar a relação, muitas vezes conturbada, entre eles do que a ação desenfreada mata-zumbis.
Estes, aliás, funcionam de certa forma como uma espécie de desculpa para colocar os personagens sempre no limite. É o medo da morte – pior, da vida sem consciência – a assombrar os sobreviventes a cada instante. Não só isso: há o medo de ver quem se ama transformado em um tipo de ser aprisionado no limbo entre a vida e a morte. Não se perde a pessoa, mas nunca mais se tem ela de volta.
São muitas as boas, muitas vezes ótimas, sacadas da série. Fica até difícil enumerá-las. A maneira como Rick Grimes é apresentado à nova realidade do mundo, por exemplo, é uma delas. Claro: há momentos um tanto descartáveis, mas de longe são minoria.
Amanhã já começo a assistir à segunda temporada.

domingo, abril 08, 2012

Filmes de 2012: Resident Evil: O Hóspede Maldito




Bem meia-boca, hein? Não conheço nada do jogo, não me recordo do nome de nenhum dos personagens, por isso talvez seja até difícil escrever algo sobre. As expectativas eram baixas e simplesmente não se concretizaram.
A historinha até que não é das piores, mas, sei lá. Mais do mesmo. A única coisa que te deixa ligado é saber como a Milla Jovovich vai recuperar a memória e se lembrar quem ela é e o que ela está fazendo naquele lugar.
Para quem vê Walking Dead, os zumbis de Resident Evil não têm impacto nenhum. Não botam o menor respeito. Os atores são todos meia-boca ou mal aproveitados. Destaque negativo, não por culpa dele, mas pelo mal aproveitamento, para o James Purefoy, o Marco Antonio da série Roma, que faz o namorado traíra da Jovovich e só serve para virar chiclete de zumbi. E a Michelle Rodriguez, que os caras só usam para fazer personagem durona, militar, com cara de foda-se o mundo?
Dá para assistir. Não é completamente intragável. A historinha, repito, não é das piores e o jogo deve ser bem bacana. Contudo, existe um milhão de filmes de ação/terror/suspense melhor para você perder umas duas horas.

sábado, abril 07, 2012

Filmes de 2012: As Aventuras de Tintim: O Segredo do Licorne | Steven Spielberg



Filme estranho. Ação desenfreada desde o início. O que deixa o espectador um pouco confuso, pois os acontecimentos se desenrolam muito rápido. Não tem aquela coisa de apresentar o personagem e ir entrando na correria aos poucos. Praticamente desde a primeira cena o jovem repórter já se envolve no tal segredo do Licorne e assim vai até o fim do filme. Que na verdade não tem fim. Porque, como se sabe, haverá continuação.
Pensando agora, talvez o Spielberg, Peter Jackson e os outros envolvidos não considerassem necessário apresentar Tintim com mais calma. Afinal, é um personagem de décadas de histórias nas HQs, já virou desenho animado de sucesso e por aí vai...
Mesmo assim. Personagens muito mais conhecidos tiveram apresentações mais calmas nos cinemas. Homem de Ferro, por exemplo. O primeiro filme é quase um passo a passo de como Tony Stark montou a armadura e se transformou no super-herói.
Apesar da correria inicial, a trama tem uma bela qualidade: vai melhorando com o passar da história. Especialmente quando Tintim encontra o Capitão Haddock. É de se questionar como os dois tornam-se bons amigos tão rapidamente, mas, poxa... vamos deixar isso de lado pra coisa andar.
O Capitão deixa o filme mais bem humorado, despretensioso, carismático e é o ponto de ligação de mil fatos que até então vão se desenrolando sem dizer bem a que vieram.
Aí, a história deita e rola. Se já tinha aventura, fica com muito mais. Ao ponto de você assistir a certas cenas e ficar pensando na engenharia por trás de cada amarração, de cada deixa para uma coisa ir se emendando à outra e o ritmo alucinado não descambar em um amontoado sem sentido.
É embarcar na coisa e se deixar levar. A viagem não é ruim, é até bacaninha, apesar de ter ritmo de trem bala desenfreado em boa parte das cenas. Mas, eu ainda prefiro o desenho que passava na TV Cultura, com aquela musiquinha sensacional de abertura.
Aguardemos os próximos capítulos para o veredicto final!

sexta-feira, abril 06, 2012

HQs de 2012: Justice League nº 1 a 6 | Geoff Johns (roteiro), Jim Lee (desenho), Scott Williams (arte-final), Alex Sinclair (cores)



O carro-chefe das 52 novas revistas da renovação da DC Comics fecha seu primeiro arco de maneira satisfatória. As seis HQs se passam cinco anos antes da atual linha cronológica da editora e mostram o encontro fortuito entre os sete super-heróis que irão formar a Liga da Justiça.
Com exceção da amizade entre Lanterna Verde e Flash, nenhum deles se conhecia. A invasão de uma horda de comandados de Darkside é o mote para o encontro. De quebra, o Ciborgue ganha uma nova origem.
Como boa parte das aventuras que reúnem vários personagens de uma só vez, há pontos altos e baixos. Geoff Johns é sempre competente e, a cada diálogo, dá dicas da personalidade de cada um. Assim, o Batman repete seu papel de sabe-tudo/fodão/chama-a-10-pra-si, o Lanterna é o pretensioso/imaturo/corajoso, Aquaman é o líder-que-não-consegue-ser-líder/cara-de-bunda-assada, Mulher Maravilha é a guerreira/briguenta/gostosona, e o Ciborgue é o moleque/confuso/mais-maduro-que-o-Lanterna-Verde.
Não sei se foi impressão só minha, mas a principal mudança ficou com Flash e Superman. O Azulão deixou de ser o bom moço do grupo e transferiu tal carga ao velocista, que pode ser classificado agora como o bonzinho/camarada/preocupado/defensor-da-lei-e-da-ordem. Já o Super é o derruba-10-com-uma-tacada-só/bate-depois-pergunta/resolve-tudo-no-final. Outra impressão: nunca vi o Superman tantas vezes com os olhos vermelhos em uma HQ. É isso aí! Sangue nos olhos! Para mim, mais um exemplo de que a reformulação da DC direcionou 60% de sua energia para rejuvenescer seu principal personagem, paradoxalmente o mais quadradão de todos. O desafio é modernizá-lo sem tirar o ar de classicão que o Superman eternamente irá impor.
Gostei de várias outras coisas no arco, que cito de cabeça: sequência de abertura com a polícia perseguindo Batman nos prédios; forma como o Morcegão e o Lanterna chegaram até o Superman; forma como o Flash chegou aos três e sequência de quadrinhos que mostra o piparote que o Azulão disparou contra ele; palavras do Lanterna ao tocar sem querer o laço mágico da Mulher Maravilha; relação de amizade entre o Lanterna e o Flash; Superman (o mais forte) sendo a “donzela” a ser resgatada pelo grupo; Darkside e aliados dando dicas sobre o real motivo da invasão à Terra; o discurso final do Flash, com interrupções especiais do Lanterna; e o epílogo com Pandora, a nova e misteriosa personagem da DC, aparentemente responsável por mudar toda a realidade do universo da editora.
Também não gostei de algumas coisas: a magoazinha do Ciborgue (uma marmanjo de 1,90m) com o papai que não foi vê-lo jogar futebol; sermões do Batman sobre como se comportar nos momentos sérios e decisivos; tipificação excessiva dos personagens em alguns momentos; desfecho rápido e simples para uma ameaça tão grande quanto Darkside; e o momento patriótico na homenagem aos heróis no fim do arco.
Quando vi na internet que a primeira e nova aventura da Liga ficaria a cargo de Johns e Lee, comemorei. Os dois podem não ser os maiores gênios das HQs, mas eu também não sou o leitor que só se satisfaz com os Alan Moore da vida... Geoff Johns, disparado, é o hoje o roteirista mais constante do universo DC. Já deve ter trabalhado (razoavelmente bem) com todos os personagens da editora. Merece todo crédito e respaldo que possui.
Já Jim Lee, para mim, é um cara especial. Boa parte por causa dele, aos 12, 13 anos, comecei a me interessar por quadrinhos. Dizem que ele é limitado, desenha todos os personagens com o mesmo rosto e enche as páginas de hachuras. Concordo em parte. Ele é fraco ao retratar cenas paradas e para expressar emoções mais sutis dos personagens. Contudo, não tem cara melhor para desenhar super-heróis em ação do que ele! Nasceu para fazer isso! Além disso, há 20 anos não há alguém que consiga manter o traço tão jovial e solto quanto ele no mainstream dos quadrinhos norte-americanos.
O próximo arco da Liga promete trazer o reformulado Capitão Marvel, que agora atende pelo famoso grito Shazam! O slogan virou a marca. Neste caso específico, mais um acerto da DC. Afinal, libera a editora de ter que estampar o nome da concorrente em um dos personagens.


* por total incapacidade técnica minha, não consegui colocar todas as capas. Ficavam desconfiguradas e desalinhadas, por isso, optei em deixar só a primeira. O Blogger também bem que poderia criar um sistema mais simples de posicionamento de imagens...