terça-feira, agosto 30, 2005

30 de agosto

Há 23 anos atrás, nasceu um menino com a orelha esquerda torta.
Tudo era rasoavelmente no lugar, mas a orelha... Parecia um leque aberto e colado de lado na cabeça.
E era só a esquerda. A direita era grande, contudo, bem posicionada.

Quem deu um jeito no problema foi a avó: pegou a ponta da orelha feia, grudou um esparadrapo e prendeu-a na cabeça. Ficou lá de vez.

Bom, o menino cresceu. E sabe como é que é... Para toda ação, existe uma reação blá blá blá, blá blá blá. A orelha foi para o lugar, mas o resto pendeu e ficou desajeitado.
É por isso que as coisas são como elas são atualmente.

Eita peste, que desculpa esfarrapada!

sexta-feira, agosto 26, 2005

Notas paulistanas 3 - O ritmo da cidade

Quem estudou em faculdade pública estranha. O Mackenzie (e creio que todas as particulares de Sampa) parece um shopping center. Não tem RU, e sim praça de alimentação - com várias lanchonetes.

Lógico que é caro. Na UEL, pagava-se R$ 1,70 pela refeição. Tínhamos de enfrentar uma fila de mais de duas horas. Nem sempre eu tinha paciência. Mas, era curioso: devido à demora, o almoço tornava-se uma espécie de happy hour. O pessoal de todos os cursos juntava-se num só lugar. Universos tão distantes quanto Medicina e Jornalismo (quem conhece a UEL sabe) tavam lá, sofrendo pelo mesmo objetivo. Enquanto isso, olhavam-se, conheciam-se, conversavam. Se a Biblioteca Central é o cérebro da UEL, o RU é o coração - lugar pelo qual todos tem de passar para se manter em pé.

No Mackenzie, é fast food. Você pede, você paga, você recebe e em dez minutos come. É rápido, prático e funcional, como tudo parece que deve ser aqui nesta cidade gigantesca, onde o tempo não só é dinheiro como também a razão existencial das pessoas.

Acho incrível a impaciência da galera, principalmente no trânsito. Chega até a ser engaçado. Quando não tá engarrafado, todo mundo anda a mil por hora. Isso dura uns dois minutos, pois logo tudo pára e o cara começa a surtar dentro do carro. Aperta a buzina, reclama, bufa, põe as mãos na cabeça indignado. O trânsito abre e ele acelera - para ser o primeiro a chegar no próximo congestionamento.

Parece aquelas experiências do ratinho condicionado a cumprir determinada tarefa. O objetivo do paulistano (ou do não paulistano que já entrou no "clima") é andar, é ver algum espaço na sua frente. Quando não há, aperta a buzina - tipo o ratinho que aperta o botãozinho para ganhar comida. Como se a buzina fosse dar-lhe alguma coisa além de uma perturbação extra.

É o ritmo da cidade. Tudo é projetado para correr. Mesmo que fique mais feio, mesmo que fique insuportável, confuso e desengonçado.

Tem nada não. Um dia inventam o teletransporte. Mas, por enquanto, ande depressa!

quinta-feira, agosto 25, 2005

Recomendado!

Descobri agora pouco. Parece ser interessante:

www.wittyworld.com

Vida

- 1h30 para ir;
- 30 min de almoço;
- 8h em frente ao computador;
- 1h30 para voltar;
- 2h arrumando casa, roupa e comida;
- 15 min para o banho.

Além disso, sexta à noite e sábado de manhã tem pós.
Mas tá tudo lindo!

terça-feira, agosto 23, 2005

4 anos!

Como ela disse ontem: "Se fosse um filho, já tava andando...".
Eu retruquei: "Cê é doida! Já tava na escolinha, isso sim!"

É onde nós estamos, nenê. Aprendendo.
E caminhando também.

Parabéns pra nóis!

Essa eu queria ter inventado!

Nome de uma livraria em Recife:

"Pernambooks".

segunda-feira, agosto 22, 2005

Bone

Umas das boas coisas (ótimas, na verdade) de se trabalhar numa editora de quadrinhos é que posso pegar livros emprestado.
Sempre quis ler a historinha deste figura de braços abertos aí em cima: Bone, do norte-americano Jeff Smith.
A obra foi lançada nos anos 90 e, só isso, já representa muito. Afinal, esta não foi uma década muito feliz para os quadrinhos dos EUA: o estilo Image empestiava tudo.
Assim, Bone já saiu marcante - algo diferente em meio a tanta padronização.
É difícil falar mal da história. Tudo começa quando os primos Fone, Phone e Smiley Bone são expulsos de Boneville. A partir de então, eles encontram uma gama enorme de personagens: a encantadora Espinho e sua avó, as criaturas ratazanas, o dragão vermelho, os gambazinhos - e por aí vai. A maneira como estes personagens se relacionam é o grande charme da história.
Tem de tudo um pouco: aventura, romance, suspense e humor. O ritmo é ótimo, os desenhos são fabulosos e a trama prende o leitor.
Não é fantástico, como já li alguns dizendo. Mas é uma HQ bem acima da média, que encanta só de folhear as páginas. Lendo então, é prisão na certa!
Todos sabem que sou meio lento em tudo, inclusive para ler. Mas, vejam só: já estou na quinta edição de Bone em menos de uma semana!
Sinal de que é bom.

quarta-feira, agosto 17, 2005

HQ Mix


Cheguei atrasado, mas cheguei ao 17º HQ Mix.

Engraçado... Precisava achar o Sidney Gusman, do UHQ, para lhe entregar um lançamento da editora. Só o conhecia por fotos.
Hehe! Mal entrei na choperia do Sesc Pompéia (lugar bacana!), o Serginho Groisman anunciou: "Melhor jornalista de HQ... Sidney Gusman, Universo HQ!"
Aí ficou fácil.

Noite boa! Encontrei uma galerona que só conhecia nas telas do PC ou nas folhas dos jornais: André Diniz, Laudo, Gonçalo Júnior, Luiz Gê (meu futuro professor), Gabriel Bá, Fábio Moon, Paulo Caruso, Samuel Casal, Elza Keiko, Heitor Pitombo, o já citado Sidney, Sérgio Codespoti, Marcelo Naranjo e uma pá de fanzineiros (alguns com muita coragem!). O Marcelo, inclusive, me deu uma carona na hora de vir embora. Eita, Merdão... Já começou folgado!

Rapaz! Achei que o André ia me bater! Desta vez, escapei!

***

Se você quer conferir os premiados deste ano, entre no site dos organizadores: www.hqmix.com.br

sexta-feira, agosto 12, 2005

Notas paulistanas 2 - Metrô

O metrô...
Nada me dá tanta sensação de teletransporte quanto este meio de transporte tão usado aqui na megalópole paulista.
A gente entra para baixo da terra na Vila Mariana e, dez minutos depois, saimos de frente à Igreja de Santa Cecília!
Digo teletransporte porque no metrô você não tem paisagem. O trem entra em movimento e você não enxerga mais nada. Do lado de fora, só um muro cinza.
Então, você chega ao seu destino, sai da toca e... É um mundo diferente! Ainda mais aqui em São Paulo, onde cada canto é diferente do outro.

Tá certo que em alguns lugares ele sai da terra. Mas isso é outra história.

quinta-feira, agosto 11, 2005

Notas paulistanas

Donde estou morando aqui em São Paulo (Cambuci) até meu trabalho (Perdizes), fico 1h30 no busão.

Ida + volta= 3h

De Martinópolis (cidade natal) a Londrina (onde estudei), o ônibus levava 2h45! (descia em Prudente e, de carro, ia para casa. O tempo já esta contabilizado aí).

Do Cambuci a Perdizes, não são mais que 15 km.
De Mart até Londrina, são 180 km!

Eita São Paulo... Ninguém aí quer me dar um helicóptero?

***

Como tudo tem seu lado bom...
Pela linha Pres. Prudente/Londrina (ou vice-versa) eu pagava R$ 23.
Por sua vez, a passagem Lapa/Ipiranga (circular que uso aqui em Sampa) custa R$ 2!
Assim, gasto 1h30 de maneira muito mais barata!